Cinco momentos emocionantes da homenagem do Atlético Nacional à Chapecoense   - Esporte - O Sol Diário

Tragédia em Medellín01/12/2016 | 11h50Atualizada em 01/12/2016 | 11h50

Cinco momentos emocionantes da homenagem do Atlético Nacional à Chapecoense  

Colombianos lotaram o Estádio Atanasio Girardot durante a cerimônia, na noite de quarta-feira 

Cinco momentos emocionantes da homenagem do Atlético Nacional à Chapecoense   Bruno Alencastro/Agência RBS
Foto: Bruno Alencastro / Agência RBS
Zero Hora
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Organizada pelo Atlético Nacional e pela prefeitura de Medellín, na Colômbia, a cerimônia de homenagem à Chapecoense, na noite de quarta-feira, foi pautada pela comoção geral com a tragédia aérea que deixou 71 mortos, entre eles jogadores de futebol e jornalistas que viajavam para a final da Copa Sul-Americana.

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No horário marcado para o começo da partida, às 21h45min (de Brasília), um minuto de silêncio foi respeitado em memória dos mortos, entre milhares de velas brancas acesas pelos torcedores colombianos no lotado Estádio Atanasio Girardot. A cerimônia, marcada por discursos emotivos, durou cerca de uma hora. Relembre momentos emocionantes:

Vamos, vamos Chape!

Característico dos jogos em Chapecó, quando é entoado pela torcida catarinense para incentivar o time em campo, o "vamos, vamos Chape" virou coro na voz de mais de 40 mil colombianos na noite de quarta-feira. Embalados por tambores, eles cantaram em solidariedade às vítimas. Fizeram o estádio vibrar e emocionaram o prefeito de Chapecó, Luciano Buligon, quando entoaram por minutos o sonoro "Êêê, vamos, vamos, Chape, vamos, vamos, Chape".
Outra música cantada pelos colombianos dizia "Não, não nos esqueceremos, que esta Copa se vai para o céu". Também teve cântico criado pela torcida do Atlético Nacional: "Que escutem, em todo continente, sempre recordaremos, o campeão Chapecoense".

Ruas de Medellín tomadas

Foto: Bruno Alencastro / Agência RBS

A cerimônia preparada pelos colombianos para homenagear os 71 mortos na tragédia com o avião da Chapecoense extrapolou os limites do Estádio Atanasio Girardot. Vários canteiros nos arredores da casa do Atlético Nacional e ruas próximas tornaram-se altares improvisados a céu aberto. Muitos colombianos acenderam velas e posicionaram cartazes com inscrições de apoio aos familiares das vítimas.
As flores levadas de dentro do estádio elo público também foram levadas às ruas. Próximo do estádio, um torcedor desenhou na grama a palavra "Chape" com flores. Em outro desses locais, foram colados cartazes com os rostos dos jogadores da Chapecoense na parede do estádio, sobre velas e flores.

Frases em cartazes e camisetas

Foto: Bruno Alencastro / Agência RBS

Atrás do local onde ficariam as goleiras, retiradas do gramado, foram posicionadas faixas: "Uma nova família nasce" estava escrito em preto numa faixa branca em um dos cantos. No lado oposto, outra inscrição em verde e branco, as cores da Chapecoense: "O futebol não tem fronteiras".
Nas camisetas, todas brancas, podia-se ler inscrições de apoio como "Estamos contigo"ou "Família Chapecoense". Uma delas, vendida por ambulantes, trazia uma frase que resumia a busca do time catarinense em Bogotá: "Vinham em busca de um sonho, voltam como uma lenda".

Crianças soltam balões em memória de jogadores

Foto: Bruno Alencastro / Agência RBS

Na parte final da homenagem em Medellín, um das cenas emocionante foi protagonizada por diversas crianças, vestidas com o uniforme da Chapecoense. Elas soltaram balões brancos enquanto o mestre de cerimônia anunciava o nome de cada um dos 19 jogadores mortos no acidente.
Depois disso, jornalistas brasileiros que morreram no acidente também foram lembrados. E, à medida que se lia uma mensagem do Papa Francisco, os torcedores jogaram pétalas de flores no gramado do Atanasio Girardot.

O discurso emocionado de Serra

Foto: Bruno Alencastro / Agência RBS

A fala emocionada e o choro do ministro de Relações Exteriores José Serra comoveram os presentes no estádio Atanásio Giradort durante a homenagem. A rádio Caracol, uma das maiores do país, disse que foi o discurso foi "impressionante, comovente e tocante", e o locutor considerou esse o momento mais emocionante da noite. Representando o governo brasileiro, o ministro falou em espanhol e foi aplaudido algumas vezes durante a fala de pouco mais de seis minutos. Leia um trecho:

"Talvez não seja uma coincidência que as cores em comum do Atlético e da Chapecoense sejam verde e branco, esperança e paz. Além da tragédia que vitimou também jornalistas e membros da delegação, as inúmeras manifestações de carinho à Chape no Brasil, na Colômbia e no mundo todo são testemunha da importância e da nobreza do esporte como catalisador dos melhores sentimentos humanos, como arma para combater a intolerância e instrumento para construir um mundo melhor."

 
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