MP da Bolívia esclarece que não há ordem de prisão contra Rocha Venegas e Celia Castedo - Esporte - O Sol Diário

Acusados pela tragédia14/12/2016 | 16h49

MP da Bolívia esclarece que não há ordem de prisão contra Rocha Venegas e Celia Castedo

O Ministério Público da Bolívia esclarece em seu site oficial que não há nenhuma ordem de prisão internacional contra os acusados Celia Castedo Monasterio, ex-funcionária da Administração de Aeroportos e Serviços Auxiliares de Navegação Aérea (Aasana) e Marco Antonio Rocha Venegas, diretor de operações da empresa aérea LaMia. Ambos são suspeitos de terem colaborado para o acidente com o voo 2933 da LaMia, que caiu nos arredores de Medellín na madrugada de 29 de novembro, matando 71 pessoas entre jogadores, comissão técnica e dirigentes da Chapecoense, além de jornalistas e tripulantes.

— Estamos esperando que a autoridade jurisdicional faça a ficha na hora da audiência e disponibilize a notificação por edital dos acusados. Enquanto não se realize a audiência, o Ministério Público não pode tramitar a ordem de prisão internacional - explica a diretora nacional anticorrupção do Ministério Público da Bolívia, Fanny Alfaro.

O MP boliviano apresentou denúncia formal Marco Antonio Rocha Venegas por presunção de crimes de desastre em meios de transporte, homicídio culposo e lesões gravíssimas, mesmos crimes que também pesam contra Celia Monasterio, que também foi denunciada por incumprimento de deveres e uso indevido de influências. Celia está em Corumbá, na tríplice fronteira do Brasil com Paraguai e Bolívia. Ela pediu refúgio no país em 5 de dezembro. 

O MP da Bolívia divulgou a informação de que não há ordem de prisão contra Marco e Celia porque essas informações vinham sendo divulgadas na imprensa boliviana.

De acordo com o apontamento do crimes tipificados pelo MP, a aeronave que levava a Chapecoense para a final da Copa Sul-Americana deveria completar a viagem em 4 horas e 22 minutos, mas autonomia de voo do avião era o mesmo do percurso a ser percorrido, sem haver margem de combustível reserva. E isso, aponta o MP, não foi observado por Celia Monasterio, em descumprimento ao procedimento para serviços de navegação aérea e gestão de trânsito aéreo da Organização de Aviação Civil Internacional (OACI).

Com relação ao acusado Marco Venegas, o MP identificou que como sócio da LaMia a companhia violentou o manual de funções aprovado pela Direção Geral de Aeronáutica Civil da Bolívia (DGAC), além das formalidades legais que deve ter o planejamento interno empresarial de um voo internacional de transporte de pessoas.

 

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