Novo presidente da FCF pede união para manter a força do futebol em Santa Catarina - Esporte - O Sol Diário

Esporte09/12/2016 | 07h01

Novo presidente da FCF pede união para manter a força do futebol em Santa Catarina

Mandatário quer que o Estado volte a ter quatro times na Série A do Brasileiro

Novo presidente da FCF pede união para manter a força do futebol em Santa Catarina Patrick Rodrigues/Agencia RBS
Rubens Angelotti concedeu primeira entrevista nesta quinta-feira. Foto: Patrick Rodrigues / Agencia RBS

As bandeiras a meio mastro na área externa do prédio dão mostras de que o luto persiste na Federação Catarinense de Futebol (FCF). É estranho chegar à imponente construção, em Balneário Camboriú, e não encontrar por lá o dirigente que ostenta o nome do prédio: Delfim de Pádua Peixoto Filho, uma das 71 vítimas do acidente aéreo da Chapecoense, na Colômbia, que ocorreu na madrugada do último dia 29 de novembro.

Em um misto de estranheza e consternação, Rubens Renato Angelotti falou ontem pela primeira vez para jornalistas na condição de presidente da FCF. Aprendendo a lidar com câmeras e microfones, fez um rápido discurso, carregado de sentimento e referências ao antecessor e homenagens aos dirigentes e atletas da Chapecoense.

— Não gostaria de chegar à presidência dessa forma que cheguei, porém, isso deve ter um propósito. A vida segue e só existe uma maneira de honrar esses guerreiros, que é dando sequência aos trabalhos que até aqui foram conduzidos por eles, manter o que vinha sendo feito — disse.

Sem experiência de Delfim, novo dirigente pede ajuda

Natural de Curitiba, Angelotti tem 63 anos e atua como empresário no ramo alimentício. Reside em Criciúma e gosta de ser chamado de Rubinho — não o Barrichello, como fez questão de frisar — em meio a risadas. Envolveu-se com futebol em 1995, na direção do Tigre. Ciente de que tem bastante trabalho pela frente, resumiu a forma que pretende atuar no comando do futebol estadual em uma palavra que está em voga desde a tragédia da Chape: união.

Não tinha a pretensão de estar aqui. A vida me deu, quem sabe, esse presente. O futuro da federação está em minhas mãos. A minha gestão gostaria de compartilhar com os meus vices, dar sequência aos trabalhos feitos até aqui, mas quero ouvir muito os clubes de futebol, as ligas e os funcionários dessa casa. Não tenho a experiência do Delfim, então vou precisar da ajuda de todos — afirmou, apontando que visitará a CBF na próxima semana em busca de apoio e reaproximação após o desgaste criado pelo antecessor.

Empossado na terça-feira, Angelotti ainda está se ambientando. Reconhece que ainda não conhece todos os funcionários da FCF, mas mesmo assim espera contar com o apoio deles para dar continuidade às ações. A rotina, entretanto, vai mudar. O novo presidente não dará expediente diário. Planeja estar presente na Federação duas ou três vezes por semana e vai contar com a ajuda de um assessor pessoal — Lédio D’Altoé, ex-superintendente do Criciúma — para auxiliá-lo nos trabalhos diários.

Com menos de dois meses para o início do Estadual, o novo mandatário mira na competição como principal objetivo:

— Quero fazer um grande Campeonato Catarinense — resume, antecipando que a taça a ser entregue ao campeão estadual de 2017 levará o nome do ex-presidente da FCF.

ENTREVISTA

Surpreendido pela morte de Delfim, Rubens Angelotti ainda se acostuma às novidades que a função lhe imputa. O novo presidente da FCF é arisco aos microfones, mas atendeu a reportagem após a coletiva e falou sobre o desafio à frente da entidade e como foi a articulação para comandar a gestão do futebol de Santa Catarina:

A gestão de Delfim de Pádua Peixoto Filho teve participação importante na ascensão do futebol catarinense. A Chapecoense é o maior case de sucesso, sem dúvida. De que forma o senhor acredita que pode dar sequência nesse trabalho, de fazer com que “novas Chapecoenses” surjam?

Rubens Angelotti -
"O futebol catarinense é considerado hoje muito forte. Como você disse, a Chapecoense foi um meteoro. Estava quase fechando as portas, ressurgiu das cinzas e chegou onde chegou. O nosso intuito é fortalecer o futebol catarinense para, quem sabe, voltarmos a ter quatro times na Série A (do Brasileiro), apesar de outros centros não gostarem muito da ideia. Se nós conseguirmos mais uma Chapecoense ou duas, ia ser uma maravilha. Vou trabalhar para isso".

Em algum momento o senhor cogitou a possibilidade de não assumir a presidência?

Angelotti - 
A princípio, quando eu soube da notícia e me procuraram para assumir, eu pedi um tempo para pensar. Tinha que falar com a minha esposa, com os meus filhos. Eu estava em um cotidiano de empresário, e tinha que fazer uma mudança de vida. Conversei com o presidente Antenor (Angeloni, do Criciúma), que foi ele e o Delfim que me colocaram como vice. Perguntei a ele se eu deveria assumir, ele me apoiou. A família concordou, aí eu assumi.

JORNAL DE SANTA CATARINA

 

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