"Para ser preparador físico está totalmente descartado", afirma Paulo Paixão sobre a Chapecoense - Esporte - O Sol Diário

#forçaChape06/12/2016 | 14h34Atualizada em 06/12/2016 | 15h36

"Para ser preparador físico está totalmente descartado", afirma Paulo Paixão sobre a Chapecoense

Pai do preparador físico da Chape que morreu no acidente, Anderson Paixão, Paulo diz que pode ajudar de outras formas

"Para ser preparador físico está totalmente descartado", afirma Paulo Paixão sobre a Chapecoense Lauro Alves/Agencia RBS
Paulo Paixão diz que no momento está vivenciando o luto Foto: Lauro Alves / Agencia RBS

Em Chapecó, onde está desde a semana passada na companhia da nora e dos dois netos, o preparador físico Paulo Paixão descartou assumir o cargo que era do filho, Anderson Paixão, no comando da preparação física da Chapecoense. A possibilidade foi levantada pelo presidente da Chape, Ivan Tozzo, na noite de segunda-feira, no programa Bem, Amigos, do Sportv.

Em entrevista ao Diário Catarinense, Paulo Paixão afirma que não conversou com ninguém da diretoria da Chape sobre o assunto, ressalta que neste momento está vivenciando o luto gerado pela tragédia e que deseja atualmente apenas ficar ao lado da família.

Pai de Anderson Paixão, que comandava a preparação física da Chapecoense e foi uma das 71 vítimas do acidente com a aeronave que transportava a delegação do time do Oeste até a Colômbia, Paulo, contudo, não descarta assumir algum outro cargo no Verdão do Oeste para ajudar na remontagem da equipe.

— Por favor, eu não estou tratando de nada, não conversei com ninguém, e não estou pensando em nada sobre isso. Mas, principalmente, se for para ser preparador físico. Isso está totalmente descartado. Em outra função, podemos lá na frente, pensar. Mas agora, nada — explicou, para reforçar que na função que era exercida pelo filho, "não há nenhuma chance".

Sobre ajudar na reconstrução da equipe campeã da Copa Sul-Americana, Paulo diz que é preciso saber o que "eles" (a diretoria) querem, mas que não pretende conversar sobre essas questões no momento. Respirou fundo antes de dizer que o momento atual é de ficar ao lado da família. Disse estar sob o efeito da tragédia, e que a verdade é que não conversou com ninguém e nem pensa em seu futuro nesse momento.

— Eu não estou me oferecendo para nada, isso é importante frisar. Eu sou um profissional e, sim, posso ajudar no que for possível ajudar — concluiu.

Anderson Paixão tinha dois filhos, um de 11 anos, e outro de nove. Eles estão juntos do avô, atualmente sem clube. Paulo Paixão, como preparador físico, foi campeão do mundo de seleções - em 2002, na companhia de Felipão, no Japão  - e de clubes em 2006, com o Internacional, também no Japão.

O carioca já passou pela Seleção Brasileira, Grêmio, Inter, Sport, Vasco, Fluminense, Coritiba, Palmeiras, Olaria, Jubilo Owata, do Japão, e CSKA, da Rússia.

Já Anderson trilhava semelhante ao do pai pela Chapecoense. Seu trabalho na Chape o levou a ser convocado para integrar a comissão técnica da Seleção Brasileira, assim como ocorreu com o pai.

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