"A palavra que impera aqui é planejamento", diz Mabília, que comanda o Tubarão no Estadual - Esporte - O Sol Diário

Entrevista09/01/2017 | 07h10Atualizada em 11/01/2017 | 16h24

"A palavra que impera aqui é planejamento", diz Mabília, que comanda o Tubarão no Estadual

Equipe do Sul foi uma das que mais contratou para o Catarinense

"A palavra que impera aqui é planejamento", diz Mabília, que comanda o Tubarão no Estadual Caio Marcelo/Especial
Foto: Caio Marcelo / Especial

Depois de conquistar o acesso com duas rodadas de antecedência, o Tubarão chega confiante à elite do futebol catarinense, mas com os pés no chão. Nos jogos que tem pela frente, vai precisar provar que a fórmula de apostar em atletas jovens, formados em grandes times, também funciona em uma competição de maior qualidade.

O técnico Marcelo Mabília, 44 anos, completa um ano à frente do grupo no mês que vem e diz que o objetivo principal é se manter na Série A e, se possível, surpreender. Com 12 contratações anunciadas para o Estadual, o clube realiza pré-temporada em Bento Gonçalves (RS) e tem quatro jogos-treinos programados.

Com o respaldo da diretoria, que trabalha com o conceito de uma gestão moderna dentro do futebol, Mabília espera colher os frutos do planejamento do clube neste campeonato. Para ele, o grande trunfo do Tubarão está justamente na sequência do trabalho.

Confira a entrevista

Como você quer ver o Tubarão jogando no Catarinense?
Eu acho que, para nós, o Estadual se divide em dois grupos. Tem 10 jogos contra os cinco grandes. Vamos analisar a cada partida, mas, em princípio, vamos ficar mais fechados, com o jogo de transição. São duelos mais difíceis. E tem o outro tipo de jogo, os oito jogos contra times do nosso tamanho. É jogar para ganhar esses jogos, propondo o nosso jogo, independentemente de ser dentro ou fora de casa.

Quais são os times ou profissionais que você assiste e gosta de ver?
Tem várias equipes com o comportamento que a gente acha interessante. O Sport Recife, na época do Eduardo Baptista, era uma equipe muito moderna, a mais compacta que tinha no Brasil. O Grêmio, do Roger Machado, era o time que mais tinha posse de bola. O Tite tinha a eficiência no Corinthians, foi campeão brasileiro com vários jogos de 1 a 0. Eu gosto de equipes com o comportamento bem definido.

Como foi o planejamento após a conquista da vaga na elite?
Contratamos 14 jogadores no ano passado com dois anos de contrato, tamanha convicção que a gente tinha no acesso. Os atletas todos têm no contrato um gatilho salarial. Subiu, seu salário aumenta. Agora, tem gatilhos a cada seis jogos, contratos de produtividade de dois anos com vários atletas. Os jogadores com perfil de Segunda Divisão, basicamente a gente liberou todos: Brasão, Vitor Hugo, Alisson. Na final, a gente já anunciou o Rentería, como era uma operação de jogador estrangeiro consulado, carteira de trabalho, a gente já tinha todo um ciclo novo em andamento. 

O elenco deve manter o perfil jovem para o Catarinense? Essa é a característica do seu time?
A gente manteve, repetiu o mesmo modelo. Vamos ter quatro, cinco jogadores experientes, na faixa dos 28 aos 33 anos. Os jogadores jovens, todos eles são formados em clubes grandes. E é aí que está a diferença, são muito rodados. Têm 22, 23, 24 anos, mas têm muito mais experiência que alguns jogadores mas velhos que trabalharam só em clubes pequenos. 

Entre os reforços mais experientes, quais são os destaques do clube?
O Rentería foi um cara que a gente precisava para chamar a atenção e a gente conseguiu. Gustavo Bastos, 33 anos, zagueiro, passou pelo Avaí, pela Chapecoense, vem de dois acessos seguidos, jogador de 1,90m, a gente precisava de um zagueiro com esse perfil. Precisava de um meio-campo com esse perfil, experiente, rodado, então a gente trouxe o Ricardo Conceição, que jogou na Chapecoense, no Ceará, um cara com uma liderança grande de vestiário. A gente também precisava de um meia agressivo, que entre na área, que faça gol, que esteja toda hora ali perto do atacante, aí trouxemos o Daniel Paulista.

Quais os próximos passos do Tubarão na temporada?
A palavra que impera aqui é planejamento. Quando eu vim pra cá, eu disse que queria fazer um Catarinense com um time na minha mão há pelo menos oito meses. É isso que vai acontecer. Talvez eu seja o único treinador que vai fechar um ano no mesmo clube, diferentemente de todos os outros times aí. Então, a gente acredita que esse tipo de trabalho vai dar resultado. Poucas pessoas, eficiência, prioridades na hora do investimento, concentrar para um jogo-treino. Enfim, tudo aquilo que pode mudar o desempenho, o resultado esportivo, a performance do meu atleta, entra como prioridade no Tubarão.


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