Follmann canta e se emociona no programa Encontro com Fátima Bernardes - Esporte - O Sol Diário

Em recuperação26/01/2017 | 11h50Atualizada em 26/01/2017 | 11h50

Follmann canta e se emociona no programa Encontro com Fátima Bernardes

Goleiro da Chapecoense indicou desejo de se tornar atleta paraolímpico

Follmann canta e se emociona no programa Encontro com Fátima Bernardes NELSON ALMEIDA/AFP
Follmann recebeu homenagens em jogos da Chapecoense e da Seleção Brasileira nos últimos dias Foto: NELSON ALMEIDA / AFP
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O goleiro Jackson Follmann, um dos sobreviventes do acidente da Chapecoense em novembro, visitou o programa Encontro com Fátima Bernardes, da Rede Globo, na manhã desta quinta-feira no Rio de Janeiro. Ele se emocionou em alguns momentos ao relembrar detalhes do acidente e dos primeiros dias de recuperação, ainda na Colômbia. Ele cantou a música Flor E O Beija-Flor, da dupla Henrique e Juliano, e revelou a intenção de colocar a prótese na perna direita, que foi amputada, até o fim de fevereiro. O goleiro revelou sonhar em praticar outros esportes e em se tornar um atleta paraolímpico.

— Na verdade, eu lembro do acidente. Quando abri os olhos, estava muito escuro. Eu tentava levantar e não conseguia. Ouvia meus companheiros gritando, pedindo socorro. Naquele momento, não passava nada na minha cabeça, eu tinha muito medo de morrer. Eu pensava "Deus, por favor, me ajuda" — contou.

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Follmann ficou três dias em coma e lembra do momento em que acordou — seus familiares já estavam na Colômbia.

— Fui tomar propoção de tudo que aconteceu no hospital, três dias depois, quando eu acordei. Minha mãe veio, me deu um beijo. Minha noiva, meu pai. Ali eu acordei. Para mim, foi uma alegria muito grande. Tem que ter força para poder seguir em frente. Eu estava bastante machucado, precisava ser forte. Precisava mostrar para os meus pais que eu não estava sofrendo. Deus me abençoou, colocou anjos na minha vida que foram os médicos que foram até a Colômbia — relembrou.

O goleiro colocou como meta ter a prótese e iniciar a caminhar até o final de fevereiro. Ele revelou que pretende voltar a praticar esportes durante o processo de recuperação:

— O esporte me deu tudo que eu tenho. Eu amo o esporte. Com certeza, depois que eu colocar a prótese, vou querer fazer outros esportes. Vou poder fazer muitas coisas — completou.

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