"Quero ser grande junto com a Chapecoense", diz Jackson Follmann ao deixar o hospital - Esporte - O Sol Diário

Iluminado24/01/2017 | 13h48Atualizada em 24/01/2017 | 14h02

"Quero ser grande junto com a Chapecoense", diz Jackson Follmann ao deixar o hospital

Goleiro sobrevivente da tragédia na Colômbia recebe alta após mais de 50 dias internado

"Quero ser grande junto com a Chapecoense", diz Jackson Follmann ao deixar o hospital Luiz Barp/Especial
Foto: Luiz Barp / Especial
Luiz Barp - especial

O goleiro virou guerreiro. Assim é que Jackson Follmann foi nomeado pelo hospital nas últimas horas em que passou internado. Após mais de 50 dias em tratamento, o último sobrevivente da tragédia com o avião da Chapecoense ainda hospitalizado recebeu alta médica na manhã desta terça-feira. Com uma grande força de vontade, ele sabe que sua recuperação ainda não chegou ao fim, mas aposta no carinho de amigos e familiares para acelerar o processo.

Já na próxima semana, Follmann viaja a São Paulo onde inicia o processo de fixação de uma prótese. Ele teve parte da perna direita amputada devido ao acidente e deve levar entre quatro e seis meses para voltar a caminhar firmemente com auxílio de um membro mecânico, o que não parece ser um problema para quem esteve entre a vida e a morte logo após o acidente na Colômbia.

— Fiquei todo esse tempo me recuperando, mas lá em São Paulo não vai ser diferente. Estou muito preparado e não é o momento de eu baixar a cabeça. Se pedirem aos familiares que perderam seus entes, com certeza eles diriam que queriam ter eles no meu lugar — disse, ao ser questionado sobre a recuperação.

Sobre a amputação da perna, fatalidade que retira a possibilidade de voltar aos gramados como goleiro da Chapecoense, Follmann não demonstra tristeza.  O atleta comemora a vida e sua recuperação.

— Tenho muito orgulho do meu corpo como está hoje. Sei que há mais de 50 dias eu estava muito mal, tinha lesões graves. Indo pra São Paulo e colocando a prótese, poderei fazer muitas coisas que eu fazia antes. Até jogar uma bolinha, quem sabe? — previu, sorrindo.

Sem perder o bom humor, antes de deixar o hospital Follmann também disse que a primeira coisa que pretende fazer é comer churrasco. Além disso, o jogador quer respirar o ar da rua e receber o carinho dos torcedores, o que acredita que deva ser um remédio a mais para incluir no seu tratamento.

Questionado sobre seu futuro, o goleiro não abriu mão de incluir o nome da Chapecoense. A diretoria do clube vem afirmando que quer ter a presença de Follmann em alguma outra função dentro da associação, o que parece também fazer partes dos planos do sobrevivente.

— Ainda não imagino minha função, mas quero ser grande junto com a Chapecoense.  Até então o que eu sabia fazer era jogar futebol, agora vou buscar me aprimorar. Vou procurar coisas grandes dentro do clube. Agora é um momento de aprendizado e é isso que eu vou buscar — planejou.

Antes de passar pela porta do hospital, a mesma que o trouxe da Colômbia muito ferido em 17 de dezembro, Follmann agradeceu aos profissionais de saúde que o atenderam e que ele passa a considerar como membros da família. O sobrevivente entregou flores aos médicos e enfermeiros, distribuiu abraços e não deixou de soltar a voz e cantar, hobby que o jogador mantinha quando não estava dentro dos gramados.

— Agora é tocar a vida sempre com o sorriso no rosto. Com certeza há coisas grandes previstas para mim — concluiu.

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