Nenén comemora aniversário de 35 anos desempenhando importante papel na reconstrução da Chape - Esporte - O Sol Diário

1 a 004/02/2017 | 06h00Atualizada em 04/02/2017 | 06h00

Nenén comemora aniversário de 35 anos desempenhando importante papel na reconstrução da Chape

Jogador é o elo entre o time que morreu na tragédia e a equipe que busca escrever uma nova história a partir de 2017

Nenén comemora aniversário de 35 anos desempenhando importante papel na reconstrução da Chape Marcio Cunha/Especial
Foto: Marcio Cunha / Especial
darci debona

Em sua décima terceira participação em Campeonatos Catarinenses, sendo dois pelo Guarani, dois pelo Criciúma e nove pela Chapecoense, o meia Nenén completa 35 anos neste sábado com um elo entre aquele time que morreu na tragédia do ano passado, na Colômbia, e o time da reconstrução. Ele será um dos titulares do Verdão no confronto contra o Almirante Barroso, neste sábado, às 19h30min, na Arena Condá.

Odair Souza, seu nome de batismo, nunca foi o craque do time. Em tempos de Bruno Cazarine, Aloísio e Bruno Rangel, geralmente era o coadjuvante. Mas sempre foi um dos jogadores mais queridos da torcida.

É que ele representava o espírito de um time, em que a principal força era o coletivo. Junto com o goleiro Nivaldo, Nenén é o único atleta do país a subir da Série D para a Séria A por um mesmo time. Chegou no time do Oeste catarinense em 2009 e, com exceção do segundo semestre de 2010, quando atuou no Joinville, permaneceu na Chapecoense durante o restante do tempo.

Foto: Marcio Cunha / Especial

Na final do Catarinense de 2011, cobrou a falta que resultou no gol contra de Carlinhos Santos, do Criciúma, que deu o título para a Chape. Fez uma primorosa dupla com Athos no meio, nas Séries C de 2012 e B de 2013, com dois acessos seguidos.

Foi titular em vários jogos da Copa Sul-Americana de 2015, inclusive nos 2 a 1 diante do River Plate. No ano passado, quase não foi utilizado. Tanto que nem foi relacionado para a viagem a Medellín. Mas era uma figura respeitada dentro do vestiário. Por isso, a direção da Chapecoense e o técnico Vagner Mancini quiseram a permanência de Nenén.

— Tenho essa responsabilidade de mostrar aos mais novos, nas conversas, qual o perfil da Chapecoense – explicou.

Nenén lembrou das dificuldades em se adaptar à perda de tantos amigos e conhecidos.

— Às vezes, a gente quer pedir alguma coisa para alguém que já não está mais aqui, é estranho – comentou.

No primeiro amistoso do ano, contra o Palmeiras, disse que sentiu uma sensação de vazio. Também sente falta dos jantares com os familiares de Cléber Santana, Thiego, entre outros, com quem tinham planejado até tirar férias juntos.

Na reapresentação do time, o jogador teve a sensação de que estava chegando numa equipe nova. Mas, aos poucos, acredita que a Chapecoense está se reconstruído com as mesmas características, pelo perfil dos jogadores contratados.

- A dedicação, a entrega é parecida com os grupos anteriores – comparou.

Dentro de campo, a retomada já vem dando resultados positivos. Nenén disse que não dá para projetar o título. Mas, se ele vier, será mais uma homenagem que quer fazer aos antigos parceiros.

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Foto: Leonardo Gomes / Agência RBS


 

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