"O Avaí é todo mundo junto", diz o presidente Francisco Battistotti - Esporte - O Sol Diário

Campeonato Catarinense27/04/2017 | 07h05Atualizada em 27/04/2017 | 07h05

"O Avaí é todo mundo junto", diz o presidente Francisco Battistotti

Mandatário do Leão fala sobre a receita de sucesso do clube no último ano

"O Avaí é todo mundo junto", diz o presidente Francisco Battistotti Felipe Carneiro/Agencia RBS
Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS

Duas dobras de "t" no sobrenome não deixam dúvidas da origem italiana. Francisco José Battistotti tem também a personalidade dos que vieram do país da bota em busca de vida nova na região Sul do País. Para estes, a palavra vale tanto quanto qualquer contrato, ou até mais. É instrumento para erguer o alicerce do renascimento do Avaí. O restabelecimento da confiança foi decisivo para o acesso à Série A do Campeonato Brasileiro e reverberou na classificação para a final do Catarinense. O Leão mudou e o reflexo está sobre a grama. A lembrança das campanhas de flerte com a degola ficou longe após os oito primeiro jogos do Estadual, quando garantiu vaga antecipada para lutar pelo título. Para o presidente azurra, fruto desse novo sentimento que corre nas veias da Ressacada.

Confira os principais tópicos da entrevista feita pelo Diário Catarinense com o homem forte do futebol avaiano.

Confiança restabelecida

O Avaí vivia crise de confiança, com impacto nos resultados, vide a luta da equipe para a permanência na primeira divisão do Catarinense. Havia muito o que ser feito quando Francisco Battistotti assumiu a presidência. Porém, colocou a confiança como ingrediente primordial em todos os passos no clube. Desde então, vale o fio do bigode.

– O atleta produz muito em função da confiança que você mostra. Bati na mesa, assumi o clube e no primeiro dia me comprometi a não haver mais atraso no pagamento de salários. Se eu deixasse atrasar, toda a confiança iria para o pau. Quando você assume compromisso com eles, tem de ser cumprido. Isso é futebol. Temos inclusive feito o pagamento cinco dias antes do prazo, às vezes uma semana antes – descreve.

Organização financeira

Não bastava falar, era preciso cumprir. A maior parte dos problemas no clube havia relação com as finanças, principalmente pelo atraso nos vencimentos de atletas e funcionários. Cumprir promessa era sinônimo de pagar salários em dia – ao menos do dia 15 de abril em diante.

– O primeiro passo foi a organização financeira. Havia um déficit e tínhamos de montar um time para subir. Era voltar à Série A ou voltar à Série A. E montamos uma equipe indo atrás dos amigos dos outros clubes para me darem jogadores com percentual pago. Assim temos trabalhado. Cheguei a dar dinheiro meu para funcionário que relatava não ter gás em casa. Sentia a necessidade deles e, dentro das minhas condições, ajudava. É uma situação em que você sente na carne e ajuda, também, para que a confiança exista.

Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS

União de todos

O clube se fortaleceu na dor comungada por todos. Chegou a um ponto em que estava claro: o problema de um era o de todos. Precisava de alguém para ser o fio que entrelaçaria as pessoas vestidas de azul e branco. Fazer parte do todo é um sentimento de Francisco Battistotti. Por mais que esteja evidenciada a mudança no clube desde o dia 15 de abril, quando assumiu, os méritos existem justamente para que sejam compartilhados.

– Acho que não é minha mão, é uma equipe. O Avaí é todo mundo junto. Tinha uma situação em que existiam várias equipes. O primeiro objetivo foi reunir os funcionários para que todos se abraçassem. Hoje, as pessoas se cumprimentam nos corredores. Eu brinco com todos, chamo por apelidos. Não tem essa de "sou o presidente".

Departamentos

Ainda que o organograma do clube não tenha sofrido mudanças radicais, a forma de gestão não é a mesma de antes. Simplesmente por conta da postura. A confiança se estendeu aos profissionais de diferentes setores, não apenas os do campo. A união refletiu em força, e os departamentos têm voz para influir em questões de sua competência.

– Minha forma de gestão é compartilhada. Claro que tomo decisão, mas me reúno com os gestores. Tenho reunião com todos os setores pelo menos uma vez por mês. Dou minha opinião apenas quando eu acho que tenho de dar. Os deveres são apenas esses: quem contrata é o presidente, quem cobra o resultado é o presidente e quem manda embora por não ter resultado é o presidente. Só não abro mão disso, e em diferentes setores. Trabalho com cobrança. E não adianta ficar bicudo, porque são dois trabalhos: de embicar e "desembicar" dias depois.

Premiação

Não basta ganhar um jogo, é preciso alcançar uma meta. Partindo deste princípio, houve alteração também na forma de estimular os atletas. Saíram os bichos, tradicional "presente" por vitória no futebol, para valores maiores em caso de conquista do objetivo. Quanto mais difícil, maior é a gratificação. O Avaí começou o Catarinense, a princípio, para passar a dificuldade dos últimos anos. Mas a recompensa foi crescendo, crescendo...

– À medida que o vestiário foi fechando, tive uma reunião com os atletas, anunciei que não era mais os R$ 50 mil pela permanência, mas R$ 100 mil para ser vice-campeão. Esse foi pago na segunda-feira seguinte à vitória sobre o Almirante Barroso (no primeiro turno). Agora têm mais R$ 150 mil se conquistarem o título. Só não vou levar para Chapecó por questão de segurança. Mas na segunda-feira, dia 8, está na mão.

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