Tornado, time mais antigo de futebol feminino em Florianópolis, chega à Série A  - Esporte - O Sol Diário

Nossa Área26/04/2017 | 07h55Atualizada em 26/04/2017 | 07h55

Tornado, time mais antigo de futebol feminino em Florianópolis, chega à Série A 

Equipe foi criada pelas namoradas e irmãs dos jogadores do time masculino, que inclusive já encerrou as atividades

Tornado, time mais antigo de futebol feminino em Florianópolis, chega à Série A  Felipe Carneiro/Agencia RBS
Wanessa cobra falta, Natalia, Lisiane e Rafaela fazem a barreira Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS

Ao completar a maioridade, o Tornado Feminino, time de futebol 7 do bairro Saco Grande, em Florianópolis, chega ao maior desafio da sua história: disputar a primeira divisão do campeonato metropolitano. A estreia não foi como planejada: uma derrota de 4x1 para as meninas do Atlético Catarinense domingo, em Santo Antônio de Lisboa. Mas quem conhece a história do clube sabe que foi uma grande vitória essas atletas terem chegado até aqui.

Trata-se da equipe feminina mais antiga em atividade na Capital Catarinense. O Tornado Feminino foi fundado no dia 27 de março de 1999. A iniciativa foi das namoradas e irmãs dos jogadores do time masculino. Em 2008, a equipe dos marmanjos acabou, já o das meninas resistiu e só cresceu.

Desde 2014, o Tornado Feminino é uma equipe associada da Federação Catarinense de Futebol 7, assim como as atletas. Só que durante muito tempo, o único local de treinamento delas era a cancha de areia da associação dos moradores do Saco Grande, um local totalmente inadequado.

O treinador, Marcos Antônio Cabral, de 38 anos, de tanto insistir com a diretoria do Sesc de Cacupé, conseguiu que eles cedessem o campo de grama sintética. Os treinos acontecem todos os sábados durante 3h, e os jogos são nos domingos. No entanto, as garotas têm outra missão durante a semana.

— Como a gente não tem patrocínio, cada atleta, além de treinar tem que ir atrás de apoio perto de casa, nos comércios locais, pra que a gente não tenha que cobrar mensalidade. E qualquer ajuda é sempre vem vinda.

Marcos, que é carinhosamente chamado de Galego pelas meninas, era atleta do antigo time masculino e agora treina as garotas. Durante a semana, trabalha como um caseiro em uma propriedade na Cachoeira do Bom Jesus.

Wanessa quer ser jogadora profissional Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS

A média de idade o time gira em torno dos 18 anos. Embora tenha surgido no Saco Grande, as atletas hoje vêm de vários cantos: Campeche, Carianos, Palhoça e até Antônio Carlos. Hoje são 25 jogadoras, ao todo. O time também possui uma escolinha.

Quem está se destacando na equipe principal é a Wanessa Lago, de 19 anos e artilheira do time. Ela vem do futebol de salão do IEE, quando jogou por quatro anos. Mas o sonho dela está no gramado, onde quer se tornar profissional.

— Eu jogava no Monte Verde e um dia fui enfrentar elas (o Tornado). Falei com o Galego e ele se apaixonoi pelo meu futebol. Hoje eu acredito que estou preparada, só me falta uma grande oportunidade — espera.

Nos últimos anos, a ascensão foi grande. Em 2015, as meninas ficaram em 5º na Copa do Brasil de Futebol 7. No ano passado foram vice-campeãs da Copa Floripa Série B, e conquistaram o acesso para a série A de 2017.

A goleira Tâmires, a Peter, de 25 anos, vem do futebol de salão Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS

Leia mais sobre o futebol feminino na Hora de SC:
Futebol feminino de Santa Catarina ainda engatinha
Manezinha ex-jogadora da Seleção se desilude com o futebol feminino 
Ninguém ganha das meninas Veneno na Grande Florianópolis
Atrevidas FC: as meninas que treinam no Parque de Coqueiros

Siga O Sol Diário no Twitter

  • osoldiario

    osoldiario

    O Sol DiárioMarquinhos fala da volta de Kozlinski aos titulares do Avaí: "Confiança do grupo ele tem" https://t.co/u033a8eZuzhá 5 horas Retweet
  • osoldiario

    osoldiario

    O Sol DiárioTécnico do Figueirense exalta grupo e diretoria: "Fizemos uma família" https://t.co/TgxY1wi2Tuhá 7 horas Retweet
O Sol Diário
Busca