Cinco meses após tragédia, Chape se prepara para entrar em campo em Medellín - Esporte - O Sol Diário

Direto da Colômbia10/05/2017 | 08h36Atualizada em 10/05/2017 | 14h07

Cinco meses após tragédia, Chape se prepara para entrar em campo em Medellín

Time do Oeste enfrenta Atlético Nacional para decidir título da Recopa

Cinco meses após tragédia, Chape se prepara para entrar em campo em Medellín Bruna BErnardes / Agência RBS/Agência RBS
Na terça-feira, sobreviventes foram ao local do acidente aéreo com o voo da Lamia Foto: Bruna BErnardes / Agência RBS / Agência RBS
Diário Catarinense
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Os últimos cinco meses ensinaram importantes lições para Chapecoense e Atlético Nacional. E a cada dia que passou nessa relação os clubes aprenderam a compartilhar novos sentimentos. Já choraram juntos, já se acalentaram no abraço um do outro, já enxugaram as lágrimas alheias e agora chegou o dia de sorrir. Nesta quarta-feira, ocorre a prova final dos sentimentos que envolveram alviverdes brasileiros e colombianos. Senti-los todos de uma só vez e, enfim, sorrir. Mas um vai sorrir mais que o outro, como não poderia deixar de ser no futebol. Quem sorrir menos compensa com o aplauso em reverência ao troféu que possibilitou dois reencontros, um em cada país, para celebrar a vida depois de lamentar a morte. 

Só um time deixará o estádio Atanásio Girardot, em Medellín, como campeão da Recopa Sul-Americana, mas esta é uma decisão em que não haverá perdedor. Haverá alviverde mais ou menos entusiasmado por uma conquista. Não mais que isso. Porque quem deixar o campo sem o troféu ainda vai ter motivos de sobra para brindar à vida. 

Cada vez mais o destino parece querer fortalecer a relação entre o clube do Oeste catarinense com a equipe colombiana. No dia em que a Chapecoense completa 44 anos da sua fundação, é a torcida verdolaga que lotará o estádio local para bater palmas ao aniversariante. O Verdão busca o título — o segundo em quatro dias. No último domingo foi campeão do Catarinense. Um presente — que poderia parecer uma compensação — por todo o sofrimento recente, pela dor dos chapecoenses que se foram no fim do ano passado. 

Por falar no Estadual, estes mesmos chapecoenses deram provas de que a solidariedade brota como planta se bem cultivada. No jogo decisivo contra o Avaí, a torcida em Chapecó foi exemplar. Não houve tragédia e nem precisou de uma para mostrar que todos os sentimentos vindos de Medellín não foram meros sinais de respeito, tampouco luto. O tratamento e a sensibilidade dos atleticanos foram uma demonstração que a relação entre torcidas rivais pode ser amistosa todos os dias. O que acontecer na capital da Colômbia vai ser mais uma aula para o mundo — ou reforço aos chapecoenses.

O cortês time da casa também não quer deixar escapar a chance de celebrar. No ano passado, abriu mão do título da Copa Sul-Americana em favor dos irmãos catarinenses, vítimas do acidente aéreo com o voo da LaMia, em 29 de novembro. Desta vez, no entanto, não por falta de empatia, mas também por necessidade própria, o time precisa de um triunfo e uma alegria para recuperar a confiança que anda em falta na Libertadores — em quatro partidas, a equipe alcançou apenas um triunfo, e está distante da classificação para a fase seguinte. 

O resultado no jogo de ida, de 2 a 1 em Chapecó, obriga o time da casa a buscar o resultado. Sinal de que vai ter jogo em Medellín. Que não é apenas a dor e a superação que une alviverdes. Passados mais de cinco meses, a  Chape enfim vai estar em ação no estádio Atanásio Girardot.

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