Decisão do Catarinense abre espaço para coadjuvantes de Avaí e Chapecoense - Esporte - O Sol Diário

Heróis improváveis04/05/2017 | 07h15Atualizada em 04/05/2017 | 07h15

Decisão do Catarinense abre espaço para coadjuvantes de Avaí e Chapecoense

Depois da primeira partida das finais, Índio e Leão buscam novos 10 protagonistas em busca do troféu

Decisão do Catarinense abre espaço para coadjuvantes de Avaí e Chapecoense Sirli Freitas/Chapecoense
Túlio de Melo é o atacante iluminado do Verdão: sai do banco de reservas para ajudar com gols Foto: Sirli Freitas / Chapecoense

Nos cinco títulos que a Chapecoense conquistou no Campeonato Catarinense quem marcou o gol decisivo saiu do banco de reservas. O Verdão pode até não precisar de gol na final, neste domingo, na Arena Condá, mas há um forte candidato a manter esta tradição. O atacante Túlio de Melo, de 32 anos, provavelmente começará a partida na casamata, assim como no primeiro jogo da decisão.

Ele é reserva de Wellington Paulista, artilheiro do time da competição, com seis gols. Porém, não fica tão atrás, tem cinco nos 15 jogos que disputou no Catarinense, praticamente metade deles justamente saindo do banco de reservas. É grande a chance de iniciar como suplente. Como no jogo contra o Joinville, em que entrou no segundo tempo e fez o segundo gol da vitória por 2 a 0, que garantiu o título do returno.

– Essa conquista é para os guerreiros que nos deixaram, é uma maneira de homenagear o que eles representam – disse o atacante.

Ele não falou da boca para fora. Túlio de Melo conhecia a maioria das vítimas do acidente aéreo na Colômbia. Ele estreou na Chapecoense em setembro de 2015, depois de 11 anos na Europa, onde atuou no Le Mans e Lille, da França, no Valladolid da Espanha e no Aalborg, da Dinamarca. Seu primeiro gol foi no empate por 1 a 1 contra o Libertad, na Arena Condá, que levou o jogo para os pênaltis na Copa Sul-Americana. Foi a primeira vez que a Chapecoense eliminou uma equipe estrangeira.

Também foi titular no primeiro confronto contra o então campeão da Libertadores River Plate, na Argentina, e entrou no segundo tempo no jogo da volta. Naquele ano fez seis gols, sendo cinco no Brasileirão. Dois deles na vitória de virada sobre o Grêmio, em Porto Alegre, por 3 a 2. Mas o gol de Apodi, que deu uma arrancada de 70 metros no final do segundo tempo, até ofuscou os gols do atacante.

– Tem gente que até me pergunta se eu joguei aquela partida – brinca.

Em 2016, foi para o Sport, onde marcou apenas sete gols e reencontrou Apodi. Neste ano, ambos foram chamados de volta para a reconstrução da Chapecoense. Agora, só falta um gol na final para marcar definitivamente seu nome na história do clube.

Contratado pelo Avaí junto ao Brusque, Alemão já atuou também na Chapecoense Foto: Marco Favero / Agencia RBS

Pelo lado do Leão, Alemão pode ser mais do que uma peça no sistema defensivo

Determinação alemã que o apelido empresta e a virilidade do futebol italiano que o sobrenome Daponte pressupõe. A combinação molda Alemão. Por causa dela, o jogador contratado como alternativa ganhou espaço e a titularidade no Avaí, pouco depois de deixar o Brusque. Ganhou também a confiança dos treinadores. A trajetória no clube azul e branco demonstra que pode passar de coadjuvante a protagonista no confronto definitivo do título de campeão do Catarinense.

As atuações destacadas no clube do Vale do Itajaí fizeram o jogador entrar na mira dos times catarinenses que participariam da Série B no ano passado. O Avaí levou a melhor na disputa. Tanto que na campanha do acesso à Primeira Divisão esteve em ação em 29 dos 38 jogos disputados na competição. Gravou seu nome na história do clube, e também no posto de zagueiro titular do Leão – ainda que também atue como lateral-direito, como em outros times que passou, entre eles a própria Chapecoense (2013 e 2014).

A quantidade de partidas no Catarinense atesta a condição de constante na equipe. Foram 17 atuações nas 19 partidas até agora – ausente apenas nos compromissos ante o Inter de Lages, nos encerramentos de turnos e quando os principais atletas foram poupados. Porém, não é apenas a presença ou as características de jogo que fazem de Alemão um candidato a herói improvável no duelo das 16h de domingo.

É a sua capacidade de marcar gols, e pelo alto. Neste Estadual, anotou três com a camisa azurra, de testa. A cabeça não serve apenas para afastar o perigo nas investidas dos adversários, mas também para ser peça ofensiva quando tiver a oportunidade de marcar presença – com seu 1m86cm – na grande área rival.

Das vezes em que balançou as redes, demonstrou algo além de virilidade e determinação habituais. Foi com uma dose de oportunismo que encontrou espaço na defesa do Almirante Barroso, em duelo do turno, para encontrar a bola entre os marcadores e desviá-la para o fundo das redes. Assim foi duas vezes na vitória por 3 a 0. Os gols fizeram de Alemão figura do triunfo que assegurou o time azurra nas finais do Campeonato Catarinense. Demonstrou em campo e num passado nada distante que pode ser herói do Avaí.

Acesse a tabela do Campeonato Catarinense

 

Siga O Sol Diário no Twitter

  • osoldiario

    osoldiario

    O Sol DiárioGrávida de 37 semanas é morta a facadas em Palhoça https://t.co/8lI0Wf18hIhá 42 minutosRetweet
  • osoldiario

    osoldiario

    O Sol DiárioPrefeitura de Itajaí vai comprar vagas em creches particulares https://t.co/lC91PRDyzyhá 2 horas Retweet
O Sol Diário
Busca
clicRBS
Nova busca - outros