Sobreviventes da Chapecoense voltam ao local da queda para se despedir das vítimas da tragédia - Esporte - O Sol Diário

Homenagem09/05/2017 | 22h25Atualizada em 10/05/2017 | 10h25

Sobreviventes da Chapecoense voltam ao local da queda para se despedir das vítimas da tragédia

Jackson Follmann, Alan Ruschel, Neto e Rafael Henzel superaram uma trilha difícil para dar um último adeus aos companheiros que se foram

Foto: Bruna Bernardes / Agência RBS

O trajeto até Cerro Gordo, local do acidente com o avião da Chapecoense, no município de La Unión, é longo. Há uma estrada estreita, difícil, em que só veículos com tração nas quatro rodas conseguem superar os obstáculos do caminho. É uma subida de cerca de dois quilômetros até o caminho que leva ao local onde caiu a aeronave. Depois, da entrada da base militar até o local do acidente, mais uma longa e difícil caminhada. 

Todo o caminho foi superado por membros da delegação da Chapecoense e pelos sobreviventes brasileiros da tragédia, que superaram as dificuldades e as fortes emoções para dar um último adeus às 71 vítimas da tragédia. Os sobreviventes acompanham a delegação do Verdão do Oeste catarinense que disputa a final da Recopa Sul-Americana, e foram ao local do acidente para prestar homenagens aos amigos perdidos.  

Foto: Bruna Bernardes / Agência RBS

O goleiro Jackson Follmann, o lateral Alan Ruschel, o zagueiro Neto e o jornalista Rafael Henzel voltaram ao local onde foram encontrados com vida em 29 de novembro do ano passado. Eles caminharam por toda a trilha. Follmann, que teve parte da perna direita amputada, completou a subida com a ajuda de socorristas dos bombeiros e da Defesa Civil.

— Poder voltar aqui é uma emoção muito grande. Tenho muita saudades dos amigos que nos deixaram — exaltou o goleiro sem esconder a emoção.

Jackson Follman subiu a trilha no local dos destroços com ajuda de socorristas Foto: Caê Mota / Globo Esporte

Os sobreviventes não seguiram até o final da trilha, mas a reportagem do Diário Catarinense foi até o topo do morro. Pelo caminho, ainda é possível ver destroços do voo da LaMia.

Foto: Bruna Bernardes / Agência RBS

No lado alto do Cerro Gordo, onde o avião se chocou, foi colocada uma bandeira da Chapecoense juntamente com cruzes feitas com galhos de árvores. Funcionários do clube penduraram a flâmula assinada por membros da delegação, em um momento que ficará eternizado na memória dos presentes. 

— Que eles descansem em paz e que olhem por todos que deixaram aqui embaixo. Temos muitas saudades deles, mas é um ciclo que se fecha — disse Elisabeth de Nes, mulher do presidente da Chapecoense, Plínio David de Nes Filho. 

Em La Unión, as marcas do acidente aéreo não são vistas apenas no Cerro Gordo, onde estão os destroços. O sentimento da cidade ainda faz lembrar as vítimas da Chape. Na Plaza de La Unión, a população preparou esculturas com destroços do avião para presentear a delegação. Bandeiras do Brasil e da Chapecoense também decoram lojas e restaurantes.

Foto: Bruna BErnardes / Agência RBS

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