Torcida da Chape compartilha com a do Avaí os ensinamentos do apoio de colombianos  - Esporte - O Sol Diário

Parceria07/05/2017 | 18h41Atualizada em 07/05/2017 | 18h41

Torcida da Chape compartilha com a do Avaí os ensinamentos do apoio de colombianos 

Avaianos circulam tranquilamente por Chapecó, e são tratados com cortesia e receptividade pelos torcedores locais

Torcida da Chape compartilha com a do Avaí os ensinamentos do apoio de colombianos  Marco Favero/Agência RBS
Torcidas esqueceram as cores e confraternizaram em Chapecó Foto: Marco Favero / Agência RBS

Na dor da perda, a torcida da Chapecoense aprendeu outros valores no futebol. Que o bom da rivalidade é também a confraternização. Cortesia da ¿inchada¿ do Nacional de Medelin. Os torcedores vestidos de azul e branco se espalharam pelas ruas de Chapecó e não foram incomodados em nenhum momento. Em vez de um xingamento, ganhava cumprimento. Prevaleceu o jargão futebolístico: ¿Que vença o melhor¿.

O Avaí não venceu, mas a Chape levou o título. Ganhou porque foi melhor na campanha do Campeonato Catarinense. A decisão do Campeonato Catarinense era o primeiro grande teste para os de verde. O outra grande partida em Chapecó foi contra o time colombiano. Restava agradecer todo o suporte, como feito de forma bonita. A tarde de ontem, se uma prova escolar fosse, o torcedor chapecoense ganharia nota 10, seguido por três estrelinhas.

Por segurança, o trecho de estádio de acesso da delegação avaiana e também da torcida foi isolado com duas barreiras, uma em cada ponta da rua. Talvez nem fosse necessário. Prova de que moradores locais, vestidos com as cores do clube, chegavam abrir suas casas para receber os de azul, compartilhavam a cerveja da concentração para a partida.

Dentro da Arena Condá, só não seria possível a repetição do gesto porque as torcidas, naturalmente, ficam em espaços separados.Confiante, os cerca de mil torcedores do Avaí davam o suporte ao time. Alguns da Chapecoense, mesmo com a boa vantagem conquistada no campeonato e no jogo de ida, não conseguiam esconder o receio. O título era algo próximo e desejado, mas não concretizado. Tinham que ver para crer, a as arquibancadas lotadas – inclusive com as escadas de circulação tomadas – comprovava.

Foram 19.141 pessoas dentro da Arena Condá

Mesmo com o nervosismo, eles cantavam e apoiavam o time em campo com força. Porém, quando o cronômetro apontou 27 minutos do primeiro tempo, o volume diminuiu muito. Isso porque a disparada de Leandro Silva terminou na rede de Artur Moraes. A torcida sentiu mais o gol que os de verde em campo.Somente aos sete do segundo tempo que a torcida da Chape levantou.

Sentiu que precisava influir e soltou o coro conhecido, voltou a se manifestar a cada marcação da arbitragem e até pediu Apodi – atendida não muito depois, e muito aplaudida. Os do Avaí, seguiram com a confiança com o qual entraram em campo. E torciam desesperadamente pelo segundo gol, independente se vestiam verde ou azul. Mãos na cabeça, urros de alívio ou de frustração.

Qualquer reação era exacerbada, como não poderia deixar de ser pela importância da decisão. Desgastaram-se assim. A comemoração só ocorreria após o apito final de Braulio da Silva Machado. E foi dos verdes, da casa.

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