5 missões para Luiz Carlos Winck no Criciúma - Esporte - O Sol Diário

Novo comandante02/06/2017 | 07h30Atualizada em 02/06/2017 | 07h30

5 missões para Luiz Carlos Winck no Criciúma

Treinador foi apresentado oficialmente na última quarta-feira

5 missões para Luiz Carlos Winck no Criciúma Guilherme Hahn/Especial
Sem tempo a perder, o técnico já arregaçou as mangas e iniciou a implantar sua filosofia no Tigre Foto: Guilherme Hahn / Especial

No maior desafio da carreira como treinador, Luiz Carlos Winck, 54 anos, chega ao Criciúma com a missão de livrar o time da lanterna da Série B e colocar de volta no caminho rumo ao acesso. Com três derrotas em três rodadas, este é o pior começo do Tigre na história da competição. Além do trabalho dentro de campo, Winck precisa ganhar a confiança da torcida, conquistar pontos já nas próximas rodadas e se entrosar com o grupo. Otimista com as chances, vontade não falta para o ex-lateral-direito, que terá algumas missões pela frente antes de tudo isso.

1- Ganhar confiança do grupo
Antes da saída de Deivid, demitido na última terça-feira, o grupo de jogadores estabeleceu um pacto para jogar pelo treinador, que vinha sofrendo críticas por parte da torcida e da imprensa. Com a chegada de Winck, tudo muda para o grupo, que terá de se adaptar à nova realidade. Toda mudança gera desconforto, incertezas e alguma resistência, mas o comandante acredita que a união do grupo é justamente um dos pontos fortes para tirar o Tigre da lanterna. Ele elogiou a atitude dos atletas de dividir a responsabilidade sobre o desempenho do time com Deivid e espera que a identificação ocorra com ele também.

2- Mudar esquema de jogo
Valorização do toque e da posse de bola, transições mais trabalhadas, bola no pé. A maneira como Deivid costumava armar o time é um pouco diferente do esquema adotado pelo novo treinador. Winck utiliza um 4-2-3-1, com algumas opções de mudança no meio, e não abre mão da velocidade na hora da transição. Para o jogo de amanhã, contra o Luverdense, às 16h30min, o treinador terá pouco tempo para mexer no esquema, mas acredita que em breve o time já estará adaptado ao novo modelo e com a cara do treinador: aplicado em campo e intenso.

3 - Fazer as pazes com o torcedor
A última vez que o torcedor do Criciúma comemorou título foi em 2013, no Campeonato Catarinense. De lá para cá, o Tigre caiu para Série B, tem batido na trave no Estadual, passado longe das fases decisivas da Copa do Brasil, e deixado o torcedor cada dia mais impaciente. A bronca da arquibancada tem sido mesmo com a direção, alvo de protestos e reclamações. Com a chegada de Winck, os carvoeiros devem dar uma chance ao novo técnico, que pede um voto de confiança.

Foto: Guilherme Hahn / Especial

4 - Buscar reforços sem orçamento
Antes da saída de Deivid, a direção do Criciúma já havia afirmado que não traria mais reforços, pelo menos até a 10ª rodada da Série B. A intenção é analisar e valorizar o plantel, que agora passará também pela avaliação do novo técnico. Winck disse que ainda é cedo para falar sobre a chegada de novos jogadores, e que, com o passar das rodadas, novas contratações serão avaliadas junto à diretoria.

5- Recuperar a autoestima dos jogadores
O Tigre que terminou o Catarinense em terceiro lugar, com um dos ataques mais efetivos do campeonato, não tem conseguido repetir as boas atuações no Brasileiro. Depois de um início desastroso na Série B, os jogadores têm apresentado abatimento dentro de campo, principalmente quando levam gol. Foi assim na estreia em casa contra o Santa Cruz e contra o América-MG, também no Heriberto Hülse. O grupo tem recebido orientação psicológica para lidar melhor com o revés dentro da partida e precisa absorver as informações para não se deixar abater. Conquistar a primeira vitória pode ser o impulso necessário para rever o quadro.

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