Árbitro apedrejado em jogo da Chapecoense fará exame de corpo de delito na tarde desta sexta-feira - Esporte - O Sol Diário

Confusão02/06/2017 | 10h04Atualizada em 02/06/2017 | 12h17

Árbitro apedrejado em jogo da Chapecoense fará exame de corpo de delito na tarde desta sexta-feira

Súmula da partida contra o Cruzeiro pode implicar a Chape no tribunal

Árbitro apedrejado em jogo da Chapecoense fará exame de corpo de delito na tarde desta sexta-feira Márcio Cunha/especial
Foto: Márcio Cunha / especial

Dentro de campo, a Chapecoense acabou eliminada da Copa do Brasil após empatar por 0 a 0 com o Cruzeiro na noite desta quinta-feira. Fora dele, o clube ainda pode sofrer punições pelo que aconteceu após o apito final. Atletas e comissão técnica do Verdão fizeram duras cobranças à equipe de arbitragem. Na saída para os vestiários, enquanto jogadores das duas equipes se estranhavam, a torcida hostilizava os homens do apito. Acabou sobrando para o quarto árbitro, o chapecoense Tiago Evandro Bender, que foi acertado por uma pedrada no rosto.

— Eu estou bem. Teve dois cortes e um pouco de inchaço no rosto, mas estou bem, estou tranquilo. Mas eu não gostaria de comentar nada mais do que isso porque qualquer coisa que a gente fala pode acabar gerando mais polêmica nestas horas — disse Bender, em contato com a reportagem do Diário Catarinense, na manhã desta sexta-feira.

Durante a tarde, às 15h, ele irá realizar o exame de corpo de delito, que será anexado à súmula. A documentação pode gerar punições para a Chapecoense, já que o árbitro pernambucano Péricles Bassols não poupou o Verdão e carregou a súmula com os acontecimentos do pós-jogo, implicando jogadores, comissão técnica, diretores e torcida da equipe do Oeste.

Confira o relato do árbitro na súmula da partida:

"Após o término da partida, o atleta nº 80, Victor Ramos Ferreira, da equipe da Chapecoense, veio na direção da equipe de arbitragem e, de frente para mim e apontando o dedo por cima do escudo de proteção dos policiais, proferiu as seguintes palavras: 'Você é um filho da p., um safado!'. Em virtude do tumulto ao redor da equipe de arbitragem, e da confusão generalizada, o cartão vermelho não pôde ser mostrado no campo de jogo. Desta forma, a expulsão foi informada na comunicação de penalidades.

Após o término da partida, o técnico da equipe da Chapecoense, sr. Vagner Carmo Mancini, invadiu o campo de jogo e se dirigiu à equipe de arbitragem para questionar e protestar contra decisões tomadas em campo.

Logo após a chegada do policiamento, dois dirigentes da equipe da Chapecoense, identificados como sr. Rui Costa e sr. João Carlos, conhecido como 'Maringá', invadiram o campo, se dirigiram à equipe de arbitragem, fazendo ameaças verbais. O primeiro disse: 'Aqui é trabalho e nenhum vagabundo vai estragar isso, seu filho da p.'. O segundo proferiu as seguintes palavras: "'Você vai se f. seu filho da p., você tem que se f.'.

Ao sair do campo, escoltados pela polícia, uma pedra foi arremessada da arquibancada onde se situava a torcida da Chapecoense, atravessou os escudos de proteção, atingindo o quarto árbitro, sr. Evandro Tiago Bender, no rosto (supercílio e abaixo do olho), causando ferimento nas duas regiões. Este fato foi registrado no boletim de ocorrência com número de protocolo 2828191, feito no vestiário pelo policiamento local. O exame de corpo de delito será anexado assim que realizado.

Cabe relatar que ainda dentro de campo e protegidos pela polícia, identificamos uma confusão generalizada na zona mista, contudo, devido a nossa posição no campo, não foi possível identificar o que iniciou tal incidente e os infratores envolvidos."

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