"Família azurra" faz Claudinei Oliveira se sentir em casa após um ano de Avaí - Esporte - O Sol Diário

Data marcante24/08/2017 | 08h00Atualizada em 24/08/2017 | 08h00

"Família azurra" faz Claudinei Oliveira se sentir em casa após um ano de Avaí

Fato raro no futebol brasileiro, técnico completa 365 dias no clube

"Família azurra" faz Claudinei Oliveira se sentir em casa após um ano de Avaí Claudinei Oliveira / Diário Catarinense/Diário Catarinense
Foto: Claudinei Oliveira / Diário Catarinense / Diário Catarinense
João Lucas Cardoso
João Lucas Cardoso

joao.lucas@somosnsc.com.br

Santista de nascimento e formação futebolística, Claudinei Oliveira encontrou sua praia em Florianópolis há exatamente um ano. E não é uma das 42 da capital catarinense. O trajeto do bairro Itacorubi até o Carianos é feito com satisfação. Parte do caminho até o local de trabalho é banhado por águas salgadas, como na cidade do litoral paulista. Porém, a alegria é porque tem o sentimento de estar em casa quando chega à Ressacada. Pudera, para treinador de futebol, um ano é mais que o bastante para ter o sentimento de acolhida por um clube. 

Há um ano ele assumia o Avaí na 14ª colocação na Série B, ainda em flerte com o rebaixamento. O acesso à elite nacional foi o passaporte à continuidade. Hoje o clube luta para ficar na Série A e tem no comando um treinador identificado. Não é ilhéu, mas o azul lhe corre nas veias como qualquer azurra. A Ressacada é lar. 

— Me sinto em casa. Fui bem recebido e um ano de clube dá para conhecer bem as pessoas. Jamais saí de casa para trabalhar no Avaí emburrado. Sempre saí animado e feliz porque você encontra pessoas boas e que te tratam bem — garante, com um sorriso no rosto enquanto fala, que não deixa dúvida. 

A primeira alegria com o Leão foi ainda antes de ser anunciado como treinador. O Avaí enfrentava o Sampaio Corrêa fora de casa, com o futuro colega Evando, auxiliar técnico, no comando interino. Pela televisão, Claudinei torcia para que a quase nova equipe vencesse. É que se mesmo com o triunfo o convite fosse mantido, era sinal de que realmente era bem-vindo. Assim foi. Dias depois era acolhido como mais um membro da família azurra. 

— Eu me sinto bem quisto e sou bem recebido pelo seu Carlos, a tia da portaria, o pessoal da rouparia e pelos funcionários. Quando vim para trabalhar aqui, me falaram do ambiente familiar. Sempre falaram isso e realmente é. Você se sente em uma grande família. Com todos trabalhando em prol de um objetivo maior. Esse ano ainda mais. Com todos com salário em dia, o que é maravilhoso. Fico feliz em trabalhar em local com as pessoas felizes — alegra-se. 

Como em qualquer família, porém, há os momentos delicados. Dois meses atrás, treinador que é, sentiu um dos momentos mais difíceis com a escassez de resultados. O vice do Catarinense ficou em segundo plano diante do clima na véspera do jogo contra o Botafogo, fora de casa, pela 10ª rodada. Com quatro derrotas nos últimos cinco jogos, a pressão era imensa. Porém, a satisfação foi igual depois do triunfo por 2 a 0 no Engenhão. 

— Diziam que eu nem voltaria do Rio. Tudo que você fez e construiu está limitado ao resultado. Se fosse um resultado negativo, talvez não fosse mais técnico do Avaí. E acho que os jogadores sentiram isso. Acho que correram a cima do normal. Aquele jogo, pela forma que foi, me senti impotente, esperava que tivesse um pouco mais de consideração — desabafa. 

O pior momento até agora foi superado. Claudinei sabe que haverá outros ruins. É da casa.

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