Nova gestão do Figueirense aplica ações enérgicas contra o rebaixamento - Esporte - O Sol Diário

Série B17/08/2017 | 08h00Atualizada em 17/08/2017 | 12h34

Nova gestão do Figueirense aplica ações enérgicas contra o rebaixamento

Mangas arregaçadas para fazer com que o ano projetado ao triunfo do acesso não termine com a vergonha do descenso

Nova gestão do Figueirense aplica ações enérgicas contra o rebaixamento Luiz Henrique/Figueirense FC
Milton Cruz recebeu a tarefa em paralelo ao trabalho de guiar a equipe para fora da zona de rebaixamento: avaliar o elenco Foto: Luiz Henrique / Figueirense FC

Dois meses de presença na zona de rebaixamento e uma atuação paupérrima contra o Náutico, na última terça-feira, fizeram o Figueirense acordar para a realidade que toma conta do seu entorno. O time que começou o Campeonato Brasileiro com a missão de retornar imediatamente para a elite nacional vai lutar para ficar na Série B. No dia seguinte à derrota na Arena Pernambuco, a nova gestão, que passou a atuar na semana passada, mostrou que está de mangas arregaçadas para fazer com que o ano projetado ao triunfo do acesso não termine com a vergonha do descenso. 

Dirigente máximo do agora clube-empresa, o CEO Alex Bourgeois mostrou a cara para fazer de um vídeo publicado nas redes sociais o marco do novo campeonato do Figueirense, agora com menos de um turno pela frente. O francês demonstrou que vai começar a faxina no plantel alvinegro. Em pronunciamento voltado ao torcedor do Figueira, deu o tom que daqui para frente a briga contra a degola é ferrenha e declarada. 

Planilha zerada

Não há desculpas para não render adequadamente. No início da tarde desta quarta-feira, o Figueirense emitiu comunicado para informar que todos os salários e demais pendências financeiras estavam quitadas com atletas e funcionários do clube. Esta era uma promessa dos novos gestores, a partir da injeção de recursos de grupo de investidores anônimos. Antes do empate em 1 a 1 com o Goiás, os dirigentes já haviam pagado parte dos vencimentos com os atletas. 

Nesta quarta, foi o momento de quitar todos os débitos com o pessoal. O Figueira não informou o valor das pendências quitadas. A estimativa, antes da aprovação de contrato com os investidores, é de que entre R$ 4 milhões e R$ 5 milhões eram necessários para sanar as contas mais urgentes. O CEO Alex Bourgeois, um dos investidores, falou em cerca de R$ 15 milhões para levar o Figueirense até o final do ano sem ter contas atrasadas no primeiro dia de 2018. 

Operação limpeza

Milton Cruz, técnico do Furacão, recebeu uma tarefa em paralelo ao trabalho de guiar a equipe para fora da zona de rebaixamento: avaliar o elenco. Após o revés para o Náutico, o treinador não escondeu o desejo de poder contar com atletas que estão indisponíveis por lesões, como o lateral Dudu, o meia Marco Antônio e o atacante Jorge Henrique. Ainda assim, a gestão do clube entende que os jogos contra Goiás e Náutico são suficientes para a análise do plantel. 

A soma de 42 atletas no elenco é indício mais do que suficiente para saber que há gente sobrando. Alex Bourgeois apontou que a faxina no plantel está por vir. Segundo ele, um novo time será montado a partir de agora – já sem o meia-atacante Robinho, negociado com o Fluminense, e o zagueiro Bruno Alves, que acertou a rescisão de contrato. E será uma equipe com um objetivo bem definido: lutar pela permanência na Série B do Campeonato Brasileiro. 

Palavra de ordem

Antes do início da Série B, o Figueirense tinha no discurso o retorno à elite. A equipe entrou na zona de rebaixamento e transmitia que era uma situação passageira, que o objetivo não tinha de ser mudado. Porém, o Figueira chega aos dois meses no Z-4, está há 13 rodadas dentro da área de degola. Somente assim o clube percebeu a realidade: a briga da temporada é pela permanência. As palavras de Alex Bourgeois nesta quarta deixaram claro que estar na Série A de 2018 é uma utopia. 

— Nós não vamos cair para a Série C — disse. 

A partir de agora, com os atletas que estiveram com a veste alvinegra – sem os remanescentes da limpeza ou contratações – terão 17 jogos para livrar a equipe da degola. De acordo com o dirigente alvinegro, serão 17 finais.

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