Sobrevivente do acidente da Chapecoense, Alan Ruschel retorna aos gramados em grande estilo - Esporte - O Sol Diário

Troféu Joan Gamper07/08/2017 | 18h34Atualizada em 07/08/2017 | 23h41

Sobrevivente do acidente da Chapecoense, Alan Ruschel retorna aos gramados em grande estilo

Em sua volta ao futebol, jogador acertou todos os passes, cobrou falta e saiu com a camisa de Messi

Sobrevivente do acidente da Chapecoense, Alan Ruschel retorna aos gramados em grande estilo Josep LAGO/AFP
Alan Ruschel agradeceu a todos pelo apoio durante o período de recuperação Foto: Josep LAGO / AFP

Foram apenas 35 minutos em campo. Mas de um significado imenso. Alan Ruschel mostrou que, mais do que ser um sobrevivente do acidente aéreo, ele voltou a ser um jogador profissional. E não foi um retorno qualquer. Foi como capitão da Chapecoense e diante de um dos melhores elencos do mundo, o Barcelona. E num jogo que valia o Troféu Joan Gamper.

Antes da partida, Alan mostrou muita ansiedade, algo que ele comparou ao início da carreira.

— Eu sou um cara realizado, estou feliz por estar fazendo o que mais amo, feliz por voltar a jogar, dedico isso tudo à minha família, a todos no clube, que me apoiaram, estou muito feliz, muito obrigado para todo mundo — disse o atleta.

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Alan Ruschel adentrou ao gramado do Camp Nou ao lado de outros dois dos seis sobreviventes do acidente aéreo da Lamia, o zagueiro Neto e o goleiro Jackson Follmann. Dos jogadores, eles três foram os únicos sobreviventes. Alan fez questão de usar a camisa 28, que era o mesmo número que utilizaria na final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional, no jogo que não aconteceu.

O lateral teve a responsabilidade de representar seus companheiros daquele time inesquecível. E também viveu um dia inesquecível. Ficou cara a cara com o campeão do mundo Iniesta, no sorteio do campo.

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Começou a partida fazendo tabela com Apodi. Tentou ajudar na marcação, jogando no meio, um pouco mais adiantado, mas percebeu que é muito difícil marcar o Barcelona. Mesmo assim, Alan Ruschel mostrou que não estava lá por piedade. Nos 35 minutos que ficou em campo, atuou como jogador profissional, fazendo o melhor por seu time. Não errou nenhum dos sete passes que deu. E ainda fez boa cobrança de falta, na cabeça de Luiz Otávio, que acabou mandando a bola para fora.

Aos 35 minutos, como previsto, foi erguida a placa de substituição, para a entrada do equatoriano Fernando Guerrero em seu lugar. Alan Ruschel ajoelhou-se no gramado do Camp Nou e ergueu as mãos agradecendo a Deus pela oportunidade de estar vivo e fazendo o que mais gosta: jogar futebol. Depois levou a faixa de capitão até Nenén, remanescente do grupo do ano passado e que acabou não sendo relacionado para a viagem até a Colômbia. Na saída, cumprimentou Guerrero.

— Pude demonstrar para o mundo inteiro que estou bem. O que vale é celebrar a vida, mostrar o prazer de viver, de trabalhar e de fazer o que ama. Eu pude demonstrar tudo isso em cada minuto que fiquei em campo. Dei minha vida aqui dentro. Agora é tocar minha vida, tenho mais uns 6, 7, 10 anos de carreira Quero aproveitar da melhor maneira possível — projetou Alan Ruschel.

No intervalo, o renascido lateral-esquerdo da Chapecoense ainda trocou de camisa com Messi, que foi escolhido o melhor jogador do mundo em quatro temporadas.

— É mais um sonho realizado, o baixinho me deu a honra de trocar a camisa com ele, é uma pessoa simples, humilde e mostrou tudo o que ele representa para o mundo — destacou Alan Ruschel. 

Mas na tarde desta segunda-feira, a estrela não foi Messi e, sim, o camisa 28 da Chapecoense. Afinal, sua vitória é muito maior do que qualquer título, qualquer troféu. É a vitória da vida.

Veja as imagens de Barcelona x Chapecoense

Neto, Follmann e Ruschel tiveram dia especial ao lado de Suárez e Messi Foto: Chapecoense

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