Clubes de SC têm queda com planos de sócios e tentam melhorar a relação com associado - Esporte - O Sol Diário

SC Futebol Clube05/09/2017 | 07h02Atualizada em 05/09/2017 | 07h02

Clubes de SC têm queda com planos de sócios e tentam melhorar a relação com associado

Avaí, Chapecoense, Criciúma, Figueirense e Joinville buscam melhorias na relação com associado e melhorar a arrecadação para não depender tanto da divisão nacional que disputam

Clubes de SC têm queda com planos de sócios e tentam melhorar a relação com associado CAIO MARCELO/Especial
Foto: CAIO MARCELO / Especial
João Lucas Cardoso
João Lucas Cardoso

joao.lucas@somosnsc.com.br

Dezembro de 2015. O Joinville havia concluído a participação na Série A e o então presidente Nereu Martinelli agradeceu o apoio do associado na aventura com final infeliz. O plano de sócios foi a segunda maior receita na temporada que terminou com rebaixamento, atrás da cota de TV. O gesto evidenciou a importância dos sócios aos times de SC.

– Temos hoje uma receita de R$ 350 mil por mês com os sócios, equivale a um patrocínio master – reforça o diretor de marketing do Avaí, Thiago Pravatto.
Assim como a média de público, a arrecadação com sócios caiu. Somados, os clubes de SC embolsaram 18,5% a menos, conforme balanços de 2015 e 2016 – o deste ano será divulgado em 2018.

Foto: Arte DC

O Leão tem a maior quantidade de sócios. A Chapecoense tende a estar na frente, mas não quantifica. O clube não conseguiu informar o total de associados. O diretor de marketing, João David de Nes, repassou ao DC que tem 40 mil cadastros. A Chape já deu indícios de que necessita de estruturação no setor, e não apenas para atender os simpatizantes mundo à fora, que se associaram ao clube em solidariedade à tragédia. Na final do Catarinense, contra o Avaí, as bilheterias da Arena Condá sequer abriram para a torcida da casa no dia da partida, mas havia espaço para mais gente no estádio.

– Os planos de sócios do Brasil são os piores do mundo. O produto fica na mão da demanda. Depois dos lugares ocupados é que se preocupa no torcedor sem assento – explica o especialista em gestão e marketing esportivo Amir Somoggi.

Foto: Arte DC

Há cinco anos, o Criciúma chegou a frear as adesões. De volta à Série A, garantia acomodação aos sócios. Agora, com menos da metade do quadro, se redobra para atendê-los enquanto uma empresa terceirizada foca na captação. 

– São dez pessoas, no clube e externos, visitando empresas e com pontos de adesão em locais movimentados – explica a gerente comercial Viviane Olímpio.

O Tigre tenta voltar a ter uma base de sócios forte, arrochada pelo desempenho esportivo. Como venda de ingressos, os planos de sócios também são afetados pelo momento do clube, para o bem ou para o mal.

Foto: Arte DC

Experiência para estreitar os laços

Os números apresentam que a arrecadação com associados está tão sujeita ao desempenho esportivo quanto à ocupação dos estádios. Para buscar a fidelidade do torcedor, os clubes criam benefícios. Depois dos descontos em estabelecimentos comerciais conveniados, a nova onda é a das chamadas experiências. Passo adiante em visitas nos estádios e centros de treinamentos, o conceito é fazer com que o sócio esteja mais próximo possível do que vive um jogador do clube.

Foto: Arte DC

Com esta fórmula, o Avaí criou a Ressacada Experience. Com nítida inspiração na Heineken Experience, uma visita na primeira fábrica da cervejaria em Amsterdam, na Holanda, o Leão oferece aos associados selecionados em sorteio o convite para visitar o estádio sob o olhar dos atletas. No dia de jogo, o sócio chega antes da abertura dos portões e passa pela sala de imprensa que será ocupada pelos repórteres e treinador depois da partida, pisa no gramado e vai dele, pelo túnel, ao vestiário já preparado aos atletas. É uma operação que precisa ser rápida e não pode atrapalhar os preparativos da partida, mas que tem sido eficaz.

– O sorteio é feito entre os adimplentes. Ele vê os bastidores dos jogos, passa por áreas que o torcedor não tem acesso. Tivemos maior procura por causa da ação. Ainda assim, o principal benefício é a partida – explica Thiago Pravatto. 

Foto: Arte DC

A experiência, como a do Avaí, é mais uma tentativa de fisgar um público importante para a sobrevivência do clube, além da torcida. Tanto que outros times com calendários enxutos, os outros cinco do Campeonato Catarinense, e até os da segunda divisão estadual, têm seus planos, ainda que limitados aos meses em que a equipe profissional esteja em competição.

O momento do Figueirense é tão preponderante que o clube chegou a registrar cerca de 300 novas associações após a mudança na gestão do clube. 

– E não fizemos nada diferente, mantivemos a comunicação – relata Fernando Kleimmann, gerente de marketing alvinegro.

Avaí aposta na Ressacada Experience para conquistar seus associados  Foto: Leandro Boeira / Avaí FC

* Colaboraram Darci Debona, Elton Carvalho e Lariane Cagnini.

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