Volvo Ocean Race estreia com polêmica envolvendo barco de brasileiros - Esporte - O Sol Diário

Volta ao mundo22/10/2017 | 13h30Atualizada em 22/10/2017 | 13h30

Volvo Ocean Race estreia com polêmica envolvendo barco de brasileiros

Comandante demitido conseguiu voltar à prova horas antes da largada por decisão judicial

Volvo Ocean Race estreia com polêmica envolvendo barco de brasileiros Reprodução / Volvo Ocean Race/Volvo Ocean Race
Foto: Reprodução / Volvo Ocean Race / Volvo Ocean Race

A primeira etapa da Volvo Ocean Race começou neste domingo em Alicante, na Espanha, com expectativa de oito meses de aventura e polêmica na largada envolvendo o barco que tem velejadores brasileiros a bordo. Horas antes da partida o holandês Simeon Tienport, demitido pela equipe uma semana antes do início da regata por suposta quebra de contrato, conquistou judicialmente o direito de retomar o posto, o que provocou debandada na equipe. 

O velejador brasileiro Joca Signorini e outros dois membros da equipe decidiram não participar da primeira perna e informaram que vão avaliar os próximos passos. Martine Grael, medalhista olímpica e herdeira de Torben Grael, embarcou e seguiu com o time rumo a Lisboa, primeira parada da volta ao mundo. Entretanto, em entrevista à repórter Bianca Ingletto, da NSCTV, na Espanha, Torben disse que a permanência da filha no barco Akzo Nobel ainda é incerta:

_ Ela vai ate Lisboa porque é uma etapa curta, em respeito à equipe. Dali para frente tem que pensar muito bem se vale a pena continuar. As pessoas perderam a confiança no comandante, e isso é muito grave _ afirmou.

Caso Joca decida não retornar à equipe, e a saída de Martine se confirme, será a primeira vez que a Volvo Ocean Race aportará em Itajaí sem nenhum brasileiro a bordo. 

Na largada, a instabilidade emocional tomou conta da equipe e a saída teve contratempos. O experiente Torben Grael classificou a saída do Akzo Nobel como “péssima”, com decisões arriscadas que colocaram o veleiro em risco de bater em outros barcos. 

A organização considerou a largada de Alicante neste domingo como uma das mais intensas da história da regata. Os barcos Dongfeng, Mapfre e Brunel também se envolveram em uma manobra arriscada, que terminou com a equipe chinesa (Dongfeng) liderando a partida.

A perna até Lisboa é curta, com cerca de uma semana de duração. A regata interna, com todas as sete equipes, está marcada para o dia 3 de novembro e a partida para a segunda etapa, rumo à Cidade do Cabo, na África do Sul, ocorre dois dias depois.

Novas regras

Este ano três das sete equipes são novas na regata. Entre os veteranos, faz falta a presença do barco Abu Dhabi, que venceu a última edição da volta ao mundo sob o comando do britânico Ian Walker. 

O incentivo à inclusão das mulheres entre as equipes Volvo Ocean Race é a principal novidade entre as novas regras da regata. Times masculinos podem ter 7 velejadores, um a menos do que na última edição. Se for mista, meio a meio, pode chegar a 10 atletas. E se for uma equipe exclusivamente feminina, a tripulação é de até 11 velejadoras.

As regras trouxeram mais equilíbrio às equipes. Ao todo, 17 mulheres integram as tripulações. O barco que terá mais mulheres a bordo é o Clean Seas, das Nações Unidas. São seis, inclusive a comandante, a britânica Dee Caffari.

O barco tem a proposta de levar ao mundo uma reflexão sobre a quantidade de plástico despejada nos oceanos. 

A Volvo Ocean Race passará por Itajaí em abril do ano que vem, após a travessia do perigoso Cabo Horn, no extremo Sul da América do Sul _ considerada a perna mais intensa de toda a volta ao mundo.


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