Dez dias após tirar gesso, catarinense leva dois ouros no atletismo das Paralimpíadas  - Esporte - O Sol Diário

Jogos Escolares22/11/2017 | 20h12Atualizada em 22/11/2017 | 20h12

Dez dias após tirar gesso, catarinense leva dois ouros no atletismo das Paralimpíadas 

Emanuelli Keila Remoaldo garantiu o ouro no arremesso do peso F35 e nos 100 metros T35

Dez dias após tirar gesso, catarinense leva dois ouros no atletismo das Paralimpíadas  Antônio Prado/Fesporte
Emanuelli Keila Remoaldo garantiu duas das primeiras medalhas de ouro para o Estado Foto: Antônio Prado / Fesporte

Se a superação já costuma ser a marca do paradesporto, uma catarinense levou isso a um patamar ainda mais alto logo na abertura das disputas das Paralimpíadas Escolares 2017, em São Paulo. Natural de Lages, Emanuelli Keila Remoaldo, 17 anos, garantiu duas das primeiras medalhas de ouro para o Estado literalmente no sacrifício. Ela vem de uma grave lesão enquanto se preparava justamente para as competições, estava há dois meses sem treinar e tirou o gesso do pé esquerdo há apenas 10 dias. Mesmo assim, entrou na pista de atletismo do CT Paralímpico e garantiu primeiro lugar no arremesso do peso F35 e nos 100 metros T35, na categoria deficiente físico (DF).

— Eu quebrei o pé enquanto treinava. Coloquei o pé em um buraco e sofri a lesão. Tirei o gesso, mas tive medo de treinar e quebrar de novo então fiquei esse tempo parada e só aqui fui competir. Graças a Deus deu tudo certo — lembra a adolescente.

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Emmanuelli é estudante do Colégio Industrial de Lages e tem atrofia dos membros inferiores desde o nascimento, em razão de uma paralisia cerebral causada por falta de oxigênio. Hoje é atleta de alto nível, com índices de adulta mesmo ainda não tendo chegado à maioridade - tanto que é a atual campeã brasileira da categoria nos 100 e 400 metros.

Foi descoberta em 2011 pela equipe da ONG Associação Esportiva e Paradesportiva (Asespp), que tinha parceria com a Secretaria de Educação do município para desenvolver atividades esportivas com alunos da rede pública, incluindo pessoas com necessidades especiais. Após uma resistência inicial da família com a novidade de tornar Emanuelli uma atleta, o desenvolvimento dela deslanchou e, segundo o técnico que há acompanha desde então, Augusto dos Anjos, deu mostras de sucesso já nas primeiras competições.

— Desde quando entrou no projeto ela começou a ter bons resultados e aos 12 anos já tinha marcas de adulto — conta o treinador.

Hoje a ONG sobrevive por conta própria e conta com dois professores, além dos 12 membros da diretoria. A Asespp tem foco principal nas modalidades de atletismo, natação e judô, atendendo cerca de 140 crianças e adolescentes - 40 delas com algum grau de deficiência. No atletismo, os treinos acontecem na colégio onde Emanuelli estuda e também no estádio municipal, cedido pela prefeitura.

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