Maicon usa bagagem de grandes jogos para ajudar o Avaí no duelo com o Palmeiras - Esporte - O Sol Diário

Acostumado a decidir20/11/2017 | 08h00Atualizada em 20/11/2017 | 14h51

Maicon usa bagagem de grandes jogos para ajudar o Avaí no duelo com o Palmeiras

Lateral revive clima de oito anos atrás, quando defendia a Inter de Milão, e pede apoio da torcida na Ressacada

Maicon usa bagagem de grandes jogos para ajudar o Avaí no duelo com o Palmeiras Diorgenes Pandini/Diario Catarinense
Lateral experiente do Avaí, Maicon vai disputar mais um jogo decisivo na carreira Foto: Diorgenes Pandini / Diario Catarinense
João Lucas Cardoso
João Lucas Cardoso

joao.lucas@somosnsc.com.br

Pressão enorme ao entrar em campo. O time vinha de resultados ruins e tinha na partida a missão única de vencer e começar a arrancada pelo objetivo proposto, e com três duelos pela frente. Na preparação, o treinador avisava que aquele poderia ser o último jogo e a disputa da competição abreviada em caso de insucesso. Assim foi o ambiente da vitória por 2 a 1 da Inter de Milão sobre o Dínamo de Kiev, na Ucrânia, que abriu caminho para o título da equipe italiana na Liga dos Campeões. Então lateral-direito da equipe, Maicon recorda do clima para a partida de 4 de novembro de 2009 porque o revive oito anos depois. Este é o sentimento que o atleta carrega com a camisa do Avaí para o confronto com o Palmeiras, às 20h desta segunda-feira, na Ressacada.

A Inter vinha de empates seguidos quando foi a Kiev. O técnico José Mourinho pedia para que os jogadores tivessem aquele duelo como o último deles na competição. Um novo resultado negativo inviabilizaria a classificação às oitavas. Foi um ingrediente a mais para o grupo comprometido com o triunfo, não muito diferente do Leão de hoje.

— Lembro da motivação de todo mundo. Estávamos todos tranquilos para desempenhar o nosso trabalho. Mas sabíamos que não poderíamos errar, como será este jogo contra o Palmeiras. Nosso time não comete muitos erros, mas temos de baixar o percentual deles. Precisamos muito dessa vitória e todos estão preparados para alcançá-la, como ocorreu naquela partida — garante o camisa 13.

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Maicon chegou ao Avaí no meio do ano. As portas da Ressacada foram abertas para que ele voltasse ao futebol e ao país após um ano e meio sem atuar, quando deu a carreira por encerrada na Roma. 

Superadas as dificuldades na readaptação, há três rodadas ganhou a titularidade. O lateral-direito reconhece que os 36 anos não permitem o mesmo desempenho que lhe levou à Seleção. Porém, nesta segunda, vai dar ao Avaí tudo que pode e disputar mais um jogo decisivo na carreira.

— É final de Copa do Mundo para nós. Precisamos de todo mundo, inclusive do torcedor, para que estejam no estádio pelo bem do Avaí.

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 Foto do Jogador Maicon do Avai durante o treino nesse sabadoIndexador: Diorgenes Pandini
Maicon diz que o Avaí lhe deu a oportunidade de seguir fazendo o que mais gosta, jogar futebol Foto: Diorgenes Pandini / Diario Catarinense

"Agradecer a chance dentro de campo"

Você encerrou a carreira na Roma e voltou. Por que mudou de ideia e como foi esse período?
Parar era minha primeira opção e fiquei um bom tempo parado. Mas é aquele negócio: você cresceu fazendo uma coisa na vida e sabe fazer isso para sempre. Aproveitei o tempo parado para ficar perto da família e dos meus filhos (tem duas meninas e um menino). Antes, não tinha tempo para ficar com eles. Neste período, eu pensei bastante e entendi que o futebol é o que sempre fiz e o que gosto. O Avaí me deu a oportunidade e estou muito feliz, ainda mais pelos três jogos seguidos como titular recentemente.

Aos 36, como tem sentido no retorno ao futebol?
Imaginava que seria mais difícil, a idade não é mais a mesma. Mas estou feliz pelo desempenho. Não é fácil jogar contra grandes clubes e durante os 90 minutos. Isso foi mais uma vitória na minha vida. Estou muito feliz e agradeço a Deus, aos meus familiares e ao pessoal do Avaí. Estou muito contente. 

Notadamente você está contente no Avaí. Sente-se abraçado pelo clube, é algo a mais nessa volta ao Brasil?
O Avaí é como uma família. Faz quase seis meses que entro no clube e percebo que todo mundo está ali para te ajudar, todos querem o melhor. Isso é algo que motivou e tento corresponder dentro de campo. Eu agradeço ao presidente (Francisco) Battistotti, ao Joceli (dos Santos, diretor de esportes), ao Sardá (Júnior, dirigente) e à comissão técnica que me dá muita força. Em palavras, têm meu "obrigado", mas sei que é em campo, com desempenho, que tenho de demonstrar minha gratidão.

Ficha técnica

Avaí: Kozlinski; Maicon, Alemão, Betão e João Paulo; Judson, Pedro Castro e Marquinhos; Maurinho, Romulo e Junior Dutra. Técnico: Claudinei Oliveira.  
Palmeiras: Fernando Prass, Jean, Mina, Luan e Michel Bastos; Thiago Santos e Tchê Tchê; Keno, Moisés e Dudu; Deyverson. Técnico: Alberto Valentim.  
Arbitragem: Ricardo Marques Ribeiro, auxiliado por Guilherme Dias Camilo e Sidmar dos Santos Meurer (trio do MGF).
Data e horário: segunda-feira, às 20h
Local: Ressacada, em Florianópolis (SC) 

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