O clássico tem história: Jacaré e Agnaldo Liz relembram jogos de Avaí e Figueirense - Esporte - O Sol Diário
 

Bons causos27/01/2018 | 07h08Atualizada em 27/01/2018 | 07h08

O clássico tem história: Jacaré e Agnaldo Liz relembram jogos de Avaí e Figueirense

Ex-jogadores falam das partidas inesquecíveis que atuaram por Leão e Figueira

O clássico tem história: Jacaré e Agnaldo Liz relembram jogos de Avaí e Figueirense Leo Munhoz/Diário Catarinense
Jacaré e Agnaldo Liz contaram os causos do clássico da Capital disputado nos anos 90 Foto: Leo Munhoz / Diário Catarinense

Eles têm história. Jacaré fez gol em final e levantou a taça do Catarinense defendendo o Avaí, mas não fez só isso. Ele teve a autorização, em um clássico, de usar a camisa 10 que era ostentada por Adílson Heleno, outra lenda azurra. Já no lado do Figueirense, Agnaldo Liz surgiu para o futebol no Alvinegro e aprontou uma junto com o então técnico Sérgio Lopes, algo que nos dias de hoje, com internet e celulares registrando tudo, seria impensável.

Juntamos os dois, cada um contando uma história sobre os times que vão se enfrentar neste domingo, às 17h, na Ressacada, no clássico pela quarta rodada do Campeonato Catarinense 2018.

 Tudo do clássico entre Avaí e Figueirense no minuto a minuto do DC. Fique ligado!  

Jacaré, ex-atacante do Avaí
"Era um domingo, com o tempo nublado. Dia 11 de fevereiro de 1996, abertura do Campeonato Catarinense daquele ano. Nós, jogadores, vínhamos de uma semana bastante turbulenta. Assim como é até hoje antes de um clássico. Pressão dos dois lados para afirmação. Mas nós, do Avaí, tínhamos ainda uma questão interna para resolver antes de entrar em campo: quem vai utilizar a camisa 10? Eu jogava com ela há alguns anos, mas agora tinha o Adílson Heleno. Ele tem uma história grande e linda com a camisa azurra. Ele, merecidamente, é um dos maiores ídolos e estava de volta. Naturalmente, o Adílson Heleno voltaria a usar a camisa 10. A princípio os dirigentes não tomaram partido. Nos chamaram e conversaram conosco. Eu o deixei à vontade para retomar a camisa 10, e ele também me deixou à vontade para permanecer com a numeração. Em meio ao impasse, a decisão foi do nosso supervisor na época, João Carlos Marreco. Ele achou o ideal que eu jogasse com a camisa 10. E, por isso, o Adílson Heleno vestiu a camisa 9. Cara, eu sou um dos poucos que teve o privilégio de usar a camisa 10 mesmo com o nosso ídolo em campo. Somos amigos, fomos para o jogo e Deus nos abençoou. Ganhamos por 2 a 0. Eu fiz o primeiro gol, e o Adílson Heleno fez mais uma pintura. Um dos muitos gols de placa dele na Ressacada. Por cima do goleiro. Só não foi eleito o "Gol do Fantástico" porque o Marcelinho Carioca deu um chapéu no zagueiro do Santos antes de marcar pelo Corinthians, na Vila Belmiro. Por tudo isso, em campo e nos bastidores, esse foi um clássico memorável para mim. Eu sempre relembro com muita alegria".

Agnaldo Liz, ex-volante do Figueirense
"O clássico que eu mais lembro foi em 1990. Esse jogo foi importante para decidir a minha vida no futebol, pois contribuiu bastante na minha trajetória. Eu estava sem contrato com o Figueirense, mas na época tinha uma cláusula que permitia um atleta jogar por mais 30 dias no período da negociação com base em seguro. A direção não queria que eu jogasse contra o Avaí, mas o Sérgio Lopes, treinador, me bancou. E foi além. Eu fui orientado a cair durante um treinamento e simular uma lesão. Fiz isso. Sai na maca, tive a perna imobilizada e fui para minha casa usando muletas. Tudo para a imprensa noticiar que eu estava fora do jogo e confundir o Avaí. Deu certo. Os que não sabiam da simulação pensavam que eu não atuaria. O clássico era na Ressacada. Cheguei minutos antes do restante do time, entrei pela porta dos fundos e me aqueci longe dos meus companheiros, escondido na parte de trás do vestiário. Criou-se uma situação de que eu estava lá no estádio, mas fora do jogo. Apenas alguns jogadores do Figueirense sabiam o que iria acontecer, pois não podia vazar a informação de maneira alguma. Os 11 titulares entraram no gramado pelo túnel e atrás, na arquibancada, estava a torcida do Figueirense. E eu entrei em seguida, sozinho, para surpresa geral. Foi uma festa imensa. Fui ovacionado. O Gilmar Serafim iria jogar no meu lugar, mas ficou no banco. Eu estava em ótima fase e entrei como titular. Vencemos por 1 a 0, com gol de Edson Borges. Não joguei nada (risos), mas o fato de eu estar em campo fortaleceu a equipe. E isso não sai da minha memória". 

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