Tubarão, uma cidade que voltou a respirar muito futebol - Esporte - O Sol Diário
 

Tem história19/01/2018 | 07h03Atualizada em 19/01/2018 | 07h03

Tubarão, uma cidade que voltou a respirar muito futebol

O município do sul do Estado se pintou de vermelho e azul para acompanhar o clássico entre Hercílio Luz e Tubarão, e a torcida, com membros da nova e antiga geração, celebrou o encontro

Tubarão, uma cidade que voltou a respirar muito futebol Lariane Cagnini/Diário Catarinense
Terezinho Lottin com o neto, João Vitor, com a faixa do avô, campeão com o Leão do Sul em 1957 Foto: Lariane Cagnini / Diário Catarinense

Pela elite do Catarinense, os dois times de Tubarão não se enfrentavam desde 1991. Dividida pela ansiedade do clássico, a cidade estava colorida de vermelho de um lado e de azul do outro. O Estádio Aníbal Torres Costa foi o palco para o clássico da Cidade Azul, e a festa foi bonita. Entre os torcedores mais antigos, a nostalgia por ver o futebol grande de novo na Cidade Azul. Entre os mais novos, a ansiedade pela vitória diante do rival. Para a torcida dos donos da casa, a obrigação era vencer – e o time Hercílio Luz bateu o Tubarão por 2 a 1. 

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Foi com esse compromisso que o aposentado Arnoldo da Silva Rosendo, 77 anos, esteve no estádio mais uma vez, tradição iniciada há 70 anos. Com o radinho de pilha e a almofada com o escudo do Hercílio, carregava também a cicatriz na perna, ali desde os tempos em que pulava o alambrado para ver a partida.

– Tenho três títulos patrimoniais, cadeira cativa e posso vir sem pagar, mas fiz questão de comprar ingresso pra apoiar o clube – comentou.

Enquanto os grupos se concentravam em frente ao estádio antes do jogo, Terezinha de Sá Lottin, 80 anos, não conseguia esconder a ansiedade. O neto João Vitor Lorrin, 21, foi ao encontro dela para assistirem o Leão do Sul entrar em campo. Atravessada no peito, a faixa de campeão estadual de 1957, presente que João Vitor herdou do avô Edgar, goleiro reserva no ano do título. 

– Esses dias que antecederam o jogo foram demais, o grupo de WhatsApp não parou, a ansiedade grande, e deu certo de eu estar na cidade pra gente poder vir juntos – comentou o estudante. 

Torcida Hercílio Luz x Tubarão - Clássico da CIdade Azul -  Gelson Silvério, 45 anos, segurando a bandeira. Na outra Foto, com os filhos José Luiz, 21 (óculos escuros), Gelson Júnior, 23, e o sobrinho Matheus, 9.
Gelson Silvério contagia família e espalha paixão pelo PeixeFoto: Lariane Cagnini / Diário Catarinense

Paixão que ultrapassa gerações

Do outro lado do estádio, Gelson Silvério, 45 anos, já não tinha mais voz antes do jogo começar. Com a bandeira do Tubarão, ele acompanhou a chegada do ônibus dos jogadores e não parou de cantar. Depois da emoção, ao lado dos dois filhos e do afilhado, ele conseguiu resumir o que significa a  paixão pelo futebol.

– Eu acompanho desde os meus 7 anos, por incentivo do meu pai, e assim eu tento fazer com meus filhos, passar esse amor para eles. Foi muita angústia até esse jogo. Fico feliz pelo futebol da cidade, mas o Tubarão sempre em primeiro lugar – disse o torcedor. 

Entre a turma que já passou dos 70 anos, não faltam lembranças. Francisco Marcondes, 75 anos, diz que onde o Peixe for, ele vai também. Era torcedor do Ferroviário, não somente nos jogos do time principal, mas nos treinos, em jogos do sub-20 e em toda a programação possível. 

– Toda família é Tubarão, vim da praia só pra ver o jogo.

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