Rodízio, gestão e projeto: os elementos que fazem o Figueirense mais forte - Esporte - O Sol Diário
 

Estadual27/02/2018 | 07h08Atualizada em 27/02/2018 | 07h08

Rodízio, gestão e projeto: os elementos que fazem o Figueirense mais forte

Furacão alcança 15 jogos sem perder e iguala série invicta de 10 anos

Rodízio, gestão e projeto: os elementos que fazem o Figueirense mais forte Leo Munhoz/Diário Catarinense
André Luís é o artilheiro do time na temporada 2018 Foto: Leo Munhoz / Diário Catarinense
DC Esportes
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Líder, o Figueirense caminha para ser um dos finalistas do Campeonato Catarinense. No último domingo, os alvinegros venceram o Criciúma fora de casa e chegaram à quinta rodada na dianteira da competição, com frequentes mudanças nas escalações. A boa fase iguala a melhor série invicta do clube nos últimos 10 anos, quando também ficou 15 partidas sem derrotas, entre o fim de 2007 e o início de 2008, assim como a atual, que começou com os três últimos jogos da Série B do ano passado. 

O Diário Catarinense tenta explicar de onde vem a força do Furacão

O que explica o momento da equipe?
Roberto Alves (Colunista e comentarista dos veículos da NSC):
Este momento é explicado pelo que ocorreu anteriormente, desde a mudança na gestão administrativa, vinda do Claudio Vernalha e os pagamentos de salários em dia. É o momento de união do grupo com o encaixe da liderança de Milton Cruz. Acho que são motivos que podem explicar a nova fase, o primeiro lugar no Estadual e os 15 jogos seguidos sem perder. É uma soma de atitudes dentro do clube que respingam no futebol de forma positiva e com resultados.

Rodrigo Faraco (Colunista e comentarista dos veículos da NSC): Em primeiro lugar, organização – dentro e fora de campo. É nítido que as coisas mudaram na administração. Tudo está mais claro agora e o futebol tem um projeto estabelecido. Claudio Vernalha centraliza as ações administrativas, mas se cercou de profissionais que têm bagagem, como Felipe Faro (executivo de futebol) e o próprio Milton Cruz. Aliás, o técnico tem ditado muito das ações do futebol, como se fosse um manager. Isso se reflete dentro de campo. O grupo tem forte perfil do treinador. Foi escolhido a dedo e tem qualidade suficiente para enfrentar os desafios em 2018.

Ivens Abreu (colunista do Hora de SC): Sou crítico do técnico Milton Cruz, mas ele é responsável por esta boa fase. Tem bom trabalho técnico, e conseguiu agrupar os jogadores. Nota-se que há proximidade entre eles e que não há vaidades. Todos torcem para quem está dentro de campo. Acho que a união entre os atletas é o principal motivo, este movimento deles. Uma prova disso é que todos se juntam para comemorar os gols.

João Lucas Cardoso (Repórter do Diário Catarinense): Equivalência dentro do elenco. O técnico Milton Cruz alterna escalações, gira o elenco e a equipe consegue manter o padrão de jogo – ainda que tenha necessidade de evolução para ter atuações e resultados mais seguros. O revezamento tem se mostrado positivo para superar o curto espaço para preparação física na pré-temporada. O time consegue chegar ao final dos jogos sem queda brusca de rendimento. Tanto que somente no Catarinense marcou oito gols após os 30 minutos do segundo tempo, o que corresponde a mais da metade.

 FLORIANÓPOLIS, SC, BRASIL 18/02/2018. Figueirense X Concórdia, se enfrentam no estádio Orlando Scarpelli, pela 9ª rodada do Campeonato Catarinense de Futebol 2018.
Milton Cruz mantém rodízio no elenco mesmo na boa faseFoto: Leo Munhoz / Diário Catarinense

Qual o ponto forte e o fraco da equipe?
Roberto Alves (Colunista e comentarista dos veículos da NSC):
Acho que o forte é a união do grupo. Tem um comandante forte, um líder que tem personalidade, que é respeitado e tem autoridade. Mas a falta de entrosamento é um problema que sinto. O Alvinegro não tem uma escalação na boca do torcedor, embora esteja se desenhando. Não sei qual é a melhor dupla de zaga, porque não vi três jogos seguidos de uma mesma dupla. Não vi dois jogos com a mesma equipe. Carece de entrosamento, tanto que tem ganhado jogos sem fazer partidas convincentes.

Rodrigo Faraco (Colunista e comentarista dos veículos da NSC): O Figueira colhe resultado do trabalho feito, que tem o revezamento de jogadores, mas tem a repetição da forma de atuar. Contra o Criciúma isto ficou claro. Estava muito seguro, apesar das mudanças. Do meio para frente está o ponto forte, com uma saída qualificada, comandada pelo bom volante Betinho e muita qualidade individual de jogadores como Jorge Henrique e André Luís. O ponto fraco ainda está nas laterais, mesmo com as mudanças. Diego Renan parece ser o mais seguro e é o mais experiente, mas ainda não foi titular nas principais formações. Merecia a chance.

Ivens Abreu (colunista do Hora de SC): O meio de campo é que o Figueirense tem de melhor. Os dois volantes são fortes, o Zé Antônio e o Betinho, e com Maikon Leite e Jorge Henrique na preparação das jogadas para o centroavante, André Luís, fazer os gols. Acho que as laterais precisam de melhora, mas o restante está bem. Acredito que quando o Raul voltar da lesão resolve a lateral direita. Mas é preciso contratar um lateral-esquerdo para ser titular.

João Lucas Cardoso (Repórter do Diário Catarinense): O lado direito de ataque é a principal arma da equipe. Somente no Catarinense, 10 dos 15 gols da equipe foram marcados por jogadas ali. Mesmo quando Maikon Leite (atualmente lesionado) está ausente, o time continua forte por este lado, quando apareceram Gustavo Ferrareis e Renan Mota. O ponto negativo, e que quase custou a invencibilidade, é a concentração da equipe no começo das partidas. Metade dos gols sofridos no Catarinense foi nos primeiros 30 minutos. Contra o Inter de Lages, foram dois ainda no primeiro tempo, mas o Figueira conseguiu a virada.

Felipe Faro , Claudio Vernalha , Figueirense
Felipe Faro e Vernalha fazem um ótimo trabalho fora de campoFoto: Luiz Henrique / Figueirense

Quais os adversários da equipe?
Roberto Alves (Colunista e comentarista dos veículos da NSC):
Só vejo um adversário nesta altura do campeonato. A situação vai deslanchar no dia do jogo entre Chapecoense e Figueirense (28 de março). O Avaí está a sete pontos do líder e a seis pontos do segundo colocado, é muita coisa. E tem clássico no Scarpelli, a Chapecoense na Ressacada e o Joinville fora, rivais fortes. O grande adversário do Figueirense é a Chapecoense. Este jogo decide onde será a final do Campeonato Catarinense.

Rodrigo Faraco (Colunista e comentarista dos veículos da NSC): Os adversários no Catarinense são Chapecoense e Avaí. A Chape é a adversária natural em termos de qualidade e de tabela. Tudo mostra uma grande possibilidade de uma final contra a Chape. O Avaí é adversário pela rivalidade histórica. Todos sabem o quanto um resultado de clássico pode influenciar nos dois, positivamente e negativamente. Então, mesmo distante na tabela – são sete pontos – nunca é possível menosprezar a força de um encontro com o Avaí.

Ivens Abreu (colunista do Hora de SC): O grande adversário é a Chapecoense, porque se iguala ao Figueirense. Estão apenas um ponto atrás. Tomaram apenas dois gols, enquanto o Alvinegro tomou oito. Têm praticamente a mesma pontuação e o saldo de gols pode definir. Acho que o Avaí não causa preocupação, embora corra por fora. Figueira e Chape vão fazer a final.

João Lucas Cardoso (Repórter do Diário Catarinense): Os grandes do Estado em partidas fora de casa. Com exceção do Avaí, o Figueirense ainda enfrenta Joinville e Chapecoense como visitante, este último jogo deve ser determinante para definir a decisão do Campeonato Catarinense. No meio disso, a equipe ainda tem a Copa do Brasil, o que não permite tempo para a recuperação física e treinamentos táticos para que o técnico Milton Cruz possa solidificar a escalação alvinegra no primeiro semestre.

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