Poliana Okimoto volta às águas em Florianópolis após anunciar aposentadoria - Esporte - O Sol Diário
 

Maratona aquática15/03/2018 | 08h55Atualizada em 15/03/2018 | 08h55

Poliana Okimoto volta às águas em Florianópolis após anunciar aposentadoria

Atleta de 35 anos participa neste final de semana da etapa de abertura do Rei e Rainha do Mar

Poliana Okimoto volta às águas em Florianópolis após anunciar aposentadoria Satiro Sodré/SSPress,Effect Sport
Okimoto compete pela primeira vez desde que parou de nadar profissionalmente Foto: Satiro Sodré / SSPress,Effect Sport

Pioneira da maratona aquática no Brasil e primeira mulher do País a conquistar uma medalha olímpica na natação - bronze na Rio 2016 -, Poliana Okimoto ingressa em um novo universo a partir deste final de semana: o de atleta amadora. Aposentada desde o final do ano passado, ela participa pela primeira vez de uma prova desde que decidiu parar de competir como profissional. O reencontro com as águas será na praia de Jurerê Internacional, em Florianópolis, na etapa de abertura do Circuito Rei e Rainha do Mar.   

– É totalmente diferente. Anunciei a minha aposentadoria de provas profissionais, mas como sou muito ativa e gosto de nadar, não parei de praticar. Quando não estou nadando, eu corro. Não consigo ficar parada. Virou mais lazer. Agora sou uma atleta amadora. Não estou indo para ganhar a prova ou para ser a melhor, mas sim pelo ambiente, que é bom e deixa todos à vontade – disse Okimoto. 

A Olimpíada de 2016 foi especial para a nadadora. Após fechar na quarta colocação a prova de 10km da maratona aquática, ele ficou com a medalha de bronze inédita após a desclassificação da segunda colocada, a francesa Aurélie Muller. As braçadas até chegar ao pódio, porém, não foram fáceis para Poliana. Ela lembra que depois de Londres, em 2012, quando foi retirada da prova com hipotermia, passou por momentos complicados, mas conseguiu se superar para fazer história.

– Aconteceram tantas coisas antes daquela medalha. Eu não imaginava estar na próxima Olimpíada. Foi uma frustração grande. Estava preparada e cotada para ganhar a medalha em Londres. Tive momentos ruins, depressão, mas que consegui tirar muitas lições. No ano seguinte veio o Mundial e fui campeã, sempre acreditando. E isso me fez ganhar uma medalha olímpica no Rio. Mostrei que é possível e que o Brasil sabe fazer bons nadadores de maratona – destacou.

Poliana chegou a iniciar um novo ciclo olímpico depois da conquista no Rio, porém, o projeto pessoal de ser mãe falou mais alto. A nadadora afirmou que tinha confiança de fazer uma boa prova em Tóquio 2020, mas reconheceu que seria preciso um esforço muito maior por conta da idade e foi então que decidiu deixar de lado a carreira de atleta de alto rendimento, principalmente por considerar ter alcançado todos as suas metas. 

– Eu sabia da minha idade e estava ciente da dificuldade de completar novo ciclo olímpico. Acreditava que daria e que meu corpo conseguiria, mas a minha cabeça sempre mandou no meu corpo e chegou o momento que eu não tinha mais motivação para continuar. Acabei minha carreira realizada. Minha parte pessoal falou mais alto. Abri mão da minha vida pessoal pelo esporte e agora quero construir minha família e me tornar mãe. Eu e meu marido queremos curtir bastante esse momento, que é único. Estou me redescobrindo como pessoa – completou. 

Aos 35 anos, 33 deles dedicados à natação, além da medalha de bronze em 2016 e do título mundial em 2013, quando também foi prata na prova de 5km da maratona, Poliana conquistou duas vezes a prata nos Jogos Pan-Americanos, em 2007 no Rio, e em 2011 em Guadalajara.

Abertura do Circuito Rei e Rainha do Mar 2018

A praia de Jurerê Internacional, em Florianópolis, será o cenário da primeira etapa do ano do Circuito Rei e Rainha do Mar. A abertura oficial do calendário nacional acontece no domingo, a partir das 7h. Ícone da natação em águas abertas no Brasil, Poliana Okimoto vai estar presente no evento. Ela, inclusive, apontou quais são as principais apostas do País para o futuro do esporte.

– Na nova geração de maratona aquática do Brasil temos o Fernando Pontes, no masculino, e a Viviane Jungblut, no feminino, ambos gaúchos e que têm mostrado boa competitividade. É preciso se manterem em uma boa posição no ranking para conquistar as vagas para Tóquio 2020 – disse Poliana.

O Rei e Rainha do Mar volta a ser disputado em Floripa após três anos. Na última vez, em outubro de 2015, a etapa reuniu mais de 1.5 mil atletas, entre profissionais e amadores. Antes de encarar as águas de Jurerê Internacional, Okimoto vai conversar com os demais participantes ao lado do também nadador de maratona aquática Luiz Lima.  

– Vamos fazer um bate-papo com os atletas e isso é uma das minhas obrigações. Pelo que conquistei, tenho que desenvolver o esporte fora das águas. Eu e o Luiz Lima iremos conversar e tirar algumas dúvidas. Como eu vou encarar é difícil dizer por ser a primeira prova após a aposentadoria – completou.

Poliana Okimoto vai participar do Beach Biathlon, que desafia os participantes em uma prova combinada de 1km de natação e mais 2,5km de corrida. O circuito amador terá ainda 1km (Sprint), 2km (Classic) e 4km (Challenge), além da corrida na areia (Beach Run de 5km). Os profissionais participam das provas de maratona de 5km e 10km.

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