Santa Catarina se torna a "capital" da patinação street no Brasil - Esporte - O Sol Diário
 

Radical10/03/2018 | 08h04Atualizada em 10/03/2018 | 08h04

Santa Catarina se torna a "capital" da patinação street no Brasil

Pistas de alto nível, qualidade de vida e organização para a prática do esporte atraem adeptos ao Estado

Santa Catarina se torna a "capital" da patinação street no Brasil Florianopolis/Diorgenes Pandini
Os melhores da modalidade no Brasil são ou vivem no Estado Foto: Florianopolis / Diorgenes Pandini

Pistas de alto nível, qualidade de vida e organização para a prática do esporte. Esses são alguns elementos que fazem de Santa Catarina o centro da patinação street no Brasil. Os melhores do país na modalidade são catarinenses ou deixaram seus estados de origem justamente para o aperfeiçoamento da atividade. 

O paulista Felipe Zambardino, de 34 anos, que já representou o Brasil nos X-Games – considerada a Olimpíada dos esportes radicais – é o exemplo dessa migração. O patinador vive em Florianópolis há dois anos ao lado da esposa e filha e diz que os motivos para trocar de cidade foram a busca por melhores condições e desenvolvimento do esporte.

– São Paulo sempre foi referência do patins no país, mas aqui em Santa Catarina houve um “boom” muito forte. Eu pensei que isso iria passar, mas não passou e resolvi me mudar. Entendo ter mais qualidade de vida, e as pistas estão entre as melhores da América Latina. Incontestavelmente, aqui é a capital da patinação street no Brasil – disse Zambardino.

O Estado possui o líder do ranking nacional de patins street, Bruno Canali, natual de Chapecó e que vive em Florianópolis há 10 anos. Também estão em Santa Catarina uns dos pioneiros da modalidade no país, como Jean Carlos Palha. Atualmente, estima-se que o esporte seja praticado por 2 mil pessoas em SC, com grupos formados em 25 cidades.

Presidente da Federacão Catarinense de Hóquei e Patinação, o empresário e patinador Diego Rachadel reconhece que a maneira de lidar com o esporte em SC deixa o Estado como referência nacional. A entidade, além de ser responsável pelo investimento ao lado da iniciativa pública, promove encontro semanais em que os os atletas ministram aulas para os iniciantes.

– A gente movimenta a cena de patins há mais de 20 anos. De uns 10 anos para cá começamos um movimento mais forte para desenvolver o esporte, fazendo apresentações e principalmente organizando competições. Fundamos a federação e damos aulas, crescendo bastante. Reunimos mais de 60 pessoas no projeto que permite a prática da atividade física – falou Rachadel. 

Em 2020, nos Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão, o skate vai estar pela primeira vez como modalidade oficial. Nesse vácuo, os patinadores esperam que o patins tenha o mesmo rumo.

– Assim como o skate entrou no circuito olímpico, o patins tem a possibilidade de conseguir. Estamos nesse caminho. O nosso circuito tem a ideia de estruturação para não apenas entrar na Olimpíada, mas principalmente se consolidar – completou.  

Em Florianópolis, há três encontros semanais, gratuitos, para quem quer aprender a patinar ou se aprimorar. Nas noites de qyarta e quinta-feira, a partir das 19h, na pista da Beira Mar de São José. Nas manhãs de domingo, a partir das 9h, o encontro é a Beira Mar Norte, no bolsão da Casan.

Etapa de abertura do Circuito Brasileiro acontece em São José

A pista da Avenida Beira Mar de São José, na Grande Florianópolis, recebe neste sábado, às 13h, a etapa de abertura do Patins Street Brasil. A disputa vai reunir os principais nomes da patinação brasileira, em modalidades que consistem em manobras como aéreos e saltos mortais. 

–  Costumo dizer que não estamos construindo uma torre de papel, mas sim um prédio firme. Essa primeira etapa na pista de São José é prova disso. Aqui estão reunidos, além dos principais nomes do Brasil, competidores paraguaios, alemães, espanhóis e argentinos. Meu objetivo é ficar entre os três mais bem colocados – falou Zambardino.

A competição é dividida nas categorias estreante, iniciante, amador, feminino, profissional e old school, para atletas com mais de 30 anos de idade. Os patinadores vão à pista em grupos – jam session – e têm quatro voltas com duração de 30 segundos para a execução das manobras. Vence quem conquistar as maiores notas dos juízes.

O Brasileiro de patins street ainda terá outras quatro etapas depois de São José. As disputas seguirão por Anápolis (GO), São Luís, Recife e Campinas (SP), quando acontece o fechamento em novembro. O campeão nacional será conhecido de acordo com a somatória em cima do rendimento individual.

Além de Zambardino, a etapa de São José terá a presença do patinador espanhol Aritz Ortega, que é profissional no esporte e faz turnê pela América do Sul. A Espanha, aliás, é considerada uma potencia na patinação.

– É a segunda vez que venho para o Brasil e novamente para competir em São José. Penso em ganhar essa etapa. Estou muito contente, motivado, por estar ao lado de patinadores incríveis. Considero isso muito positivo para todos, desde os mais novos aos mais velhos, pois a patinação está crescendo muito no país. O ambiente é muito bom – disse Ortega.

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