Com quatro derrotas, Criciúma tem quatro problemas para corrigir na Série B - Esporte - O Sol Diário
 

Crise técnica03/05/2018 | 07h17Atualizada em 03/05/2018 | 07h17

Com quatro derrotas, Criciúma tem quatro problemas para corrigir na Série B

Tricolor do Sul faz péssima campanha no início da competição nacional

Com quatro derrotas, Criciúma tem quatro problemas para corrigir na Série B Guilherme Hahn/Especial
Foto: Guilherme Hahn / Especial
João Lucas Cardoso
João Lucas Cardoso

joao.lucas@somosnsc.com.br

Falhas individuais, falta de efetividade nas finalizações, dificuldade na construção das jogadas e um meio de campo sem encaixe. Para cada derrota nos quatro primeiros jogos, apontamos um problema que o Criciúma tem enfrentado na Série B do Campeonato Brasileiro. São desafios do técnico Argel Fucks para fazer o Tigre engrenar na competição e possa, enfim, voltar a vencer. A próxima oportunidade será na terça-feira, às 19h15min, quando o Tricolor do Sul vai até Campinas para enfrentar o Guarani. Será a chance de colocar ponto final na má fase, que já levou o clube ao seu pior início da Série B na história.

1  - Falhas na defesa

Apesar dos dois gols marcados como visitante no primeiro jogo, a equipe sucumbiu na estreia diante do Atlético-GO. Na derrota por 3 a 2, os três gols sofridos foram em falhas individuais. Foram pelo menos cinco tomados por causa de erro de um jogador em lances que acabaram nas redes tricolores. Apenas dois dos nove tentos que o time tomou até o momento podem ser considerados “normais” – a jogada trabalhada até o gol da Ponte Preta e o primeiro no revés por 3 a 1 para o CSA, em que a bola desviou em um jogador da equipe e traiu o goleiro. Na derrota contra Coritiba, por 2 a 1, a defesa foi vazada por falhas no sistema de marcação, em erro coletivo.

2 - Efetividade no ataque

A média de um gol marcado por partida não pode ser considerada negativa, porém é pouco. Entre a terceira e quarta rodada, que será finalizada no sábado, o Carvoeiro tem a maior média de finalizações do campeonato. São 17,2 por partida – quase quatro a mais que o líder Fortaleza, que tem 13,8. E a equipe consegue fazer a bola ir na direção das redes, com 40,6% de acerto nos arremates. A melhora passa por fazer a finalização virar gol. Dos quatro jogos até agora, em apenas um o arqueiro foi o responsável por frear a ofensiva tricolor. No 2 a 1 para o Coritiba, Wilson fez oito defesas. Nos outros três jogos, os guarda-metas não foram além das três intervenções.

3  - Dificuldade na criação

Mesmo com bom número de arremates, os fundamentos que influem na construção das jogadas indicam que o Criciúma tem dificuldade para criar lances de perigo, que as finalizações são mais fruto da insistência dos jogadores do que do trabalho coletivo. Nos cruzamentos, por exemplo, o Tigre é também o time com maior média de toda a Série B até o agora. São 38,8 por partida. Porém, é o 10º da competição no acerto. A equipe acerta apenas 21,9% das cruzadas para a área. Outro quesito que o Carvoeiro também apresenta problemas é o passe. É o 14º colocado do campeonato em toques certos, com 87,6% de acerto.

4 - Encaixe do meio de campo

Levado em consideração que o técnico Argel Fucks tem utilizado esquemas com três jogadores para o meio de campo, sete atletas diferentes foram utilizados nos quatro jogos até agora. Elvis foi o que atuou. O armador foi titular nas quatro partidas. O segundo foi o volante Liel, que é incumbido da proteção da dupla de zaga. A posição de segundo homem de meio de campo, um volante ou outro armador, está vaga. A cada partida um atleta diferente foi escalado para a função. Douglas Moreira começou a competição no setor e desde o negócio que o levou ao Fluminense o treinador tem alternado nomes para a vaga e fazer o meio de campo jogar.

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