Paralisação dos caminhoneiros altera rotina e causa receio nos times de Santa Catarina - Esporte - O Sol Diário
 

Greve29/05/2018 | 16h19Atualizada em 29/05/2018 | 16h20

Paralisação dos caminhoneiros altera rotina e causa receio nos times de Santa Catarina

Conforme comunicado do clube, paralisação dos caminhoneiros e de profissionais do transporte público da Capital justificam decisão

Paralisação dos caminhoneiros altera rotina e causa receio nos times de Santa Catarina Beto Lima/JEC
Arena Joinville estava quase vazia no jogo de domingo pela Série C Foto: Beto Lima / JEC
João Lucas Cardoso
João Lucas Cardoso

joao.lucas@somosnsc.com.br

Por enquanto, os principais times de Santa Catarina têm conseguido manter a programação do futebol. Porém, não estão imunes aos efeitos da greve dos caminhoneiros, ativa há mais de uma semana e que mexe com a rotina do cidadão. Até agora, os clubes fizeram pequenas alterações e seguem o planejado para treinamentos e jogos do Campeonato Brasileiro, embora haja receio com o transcorrer dos próximos dias se a paralisação perdurar. A adaptação mais significativa está relacionada ao transporte.

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Jogadores de Avaí, Chapecoense, Criciúma, Figueirense e Joinville têm se organizado em caronas para aproveitarem ao máximo o combustível e todos estarem presentes nos treinamentos – nenhum clube relatou ausência de atleta profissional por causa de problema com deslocamento. No Leão, há casos em que um solicita corrida por aplicativo e passa pelo endereço de companheiros para irem em três ou quatro no mesmo veículos. A carona era prática comum entre os profissionais do Tigre no deslocamento da região central até o centro de treinamento, mas ganhou força nos últimos dias. Mais pessoas em menos carros.

Até o momento, todos seguem a programação visando jogos do fim de semana – o Figueira não teve problemas para ir a Sorocaba e tem a volta assegurada pela companhia aérea do duelo das 19h15min desta terça-feira, contra o São Bento, pela Série B do Campeonato Brasileiro. Com previsão de treino em dois períodos na última segunda-feira, o time profissional do Avaí fez apenas uma atividade, pela manhã, para reduzir os deslocamentos dos atletas. Adversário e com mesma programação, o Criciúma executou os treinamentos matutino e vespertino no mesmo dia.  

O time mais receoso com a tabela é o JEC. O Tricolor do Norte de Santa Catarina vai enfrentar o Luverdense às 17h de domingo, pela oitava rodada da Série C, e a viagem para Lucas do Rio Verde (MT) está prevista para a sexta-feira. No entanto, a última informação que o departamento de futebol joinvilense tem é que o Aeroporto Lauro Carneiro de Loyola, em Joinville, possui reserva de querosene de aviação para operar até a quinta-feira.

A Chapecoense, que joga às 21h desta quarta-feira contra o Ceará, na Arena Condá, tem otimizado o transporte do material utilizado nos treinamentos do estádio ao CT, com menos traslados possíveis, assim como os funcionários – inclusos os atletas. No Criciúma, os veículos do clube têm pouco combustíveis nos tanques. A orientação é que sejam utilizados apenas em casos de urgência. Para garantir alimentação aos atletas, inclusa os das categorias de base, o refeitório da Ressacada, do Avaí, adotou medidas de economia, uma vez que alguns produtos estão próximos do fim e sem perspectiva breve de reabastecimento.

Os clubes seguem seus planos com algumas adaptações e esperam os desdobramentos para saberem se a rotina sofrerá novas mudanças nos próximos dias, em reflexo da sociedade.

Confira um resumo da situação dos clubes passada mais uma semana de paralisação

AVAÍ
Para o jogo contra o Criciúma, na sexta-feira, o clube vai reativar a campanha “Carona Avaiana”, em que torcedores com combustível no carro levem outros à Ressacada. Nesta terça-feira, uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo foi cancelada. O refeitório, que também atende à base, tomou medidas de economia por causa do abastecimento do gás e também de alguns alimentos.

CHAPECOENSE
Até o momento, não enfrentou problema com entrega de fornecedores ou desabastecimento. Porém, se organizou para ter maior eficiência com transporte. Além de estimular a carona entre os atletas do elenco profissional e funcionários, tem reduzido os traslados de materiais entre Arena Condá e centro de treinamento.

CRICIÚMA
O refeitório no CT Antenor Angeloni, que atende também todas as categorias de base, opera normalmente por conta do estoque. A maior preocupação no momento é com economia de combustível em veículos do próprio clube, com níveis mínimos de gasolina e agora reservados apenas para utilização em casos de emergência. Os atletas têm por hábito a carona entre eles, o que se intensificou nos últimos dias.

FIGUEIRENSE
Havia preocupação com o transporte de jogadores da base para os treinamentos, fora do CFT do Cambirela, mas a empresa que presta o serviço garante a manutenção do serviço pelos próximos dias. O clube chegou a alterar – e pode retomar a medida – horário e local de entrevistas coletivas para poder atender melhor a imprensa, também com dificuldades para deslocamentos. Até o momento não teve o problemas com falta de insumos.

JOINVILLE
Um jogo-treino previsto para esta terça-feira foi cancelado. Adversário, o Juventus não teve transporte de Jaraguá do Sul ao CT Morro do Meio porque a empresa de ônibus que prestaria o serviço alegou ameaças de grupo de caminhoneiros. O clube não teve problemas com com entrega de materiais, mas receia sofrer desabastecimento nos próximos dias. O clube tem viagem marcada para Lucas do Rio Verde na sexta-feira, em jogo pela Série C, e foi informado que o aeroporto em Joinville, no momento, tem combustível para aeronaves somente até a véspera.

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