Seleção Brasileira apresenta variações táticas e chega mais ofensiva na Copa da Rússia - Esporte - O Sol Diário
 

metamorfose tática26/05/2018 | 07h30Atualizada em 26/05/2018 | 07h30

Seleção Brasileira apresenta variações táticas e chega mais ofensiva na Copa da Rússia

Desde o Mundial de 1390, na Itália, esquema brasileiro tem ganhado inovações importantes

Seleção Brasileira apresenta variações táticas e chega mais ofensiva na Copa da Rússia Arte DC / Arte DC/Arte DC
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De Alisson até Neymar, a escalação da Seleção Brasileira – ou 99% dela – está no ponta da língua dos torcedores. Mas você sabe como o técnico Tite monta o time em campo? Quatro anos após a vergonha do 7 a 1, o Brasil agora é apontado como um time moderno e capaz de fazer variações táticas dentro da partida, mudando poucas peças. Com o 4-3-3, que passa pelo 4-1-4-1 ou 4-2-3-1, a Seleção de hoje é bem diferente das Copas passadas.

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A Copa do Mundo de 1990 ainda é lembrada pela aposta das seleções em um estilo de jogo priorizando a defesa. O Mundial da Rússia, que começa em junho, pode ficar marcado pela verticalidade ofensiva. Um bom exemplo é a Seleção Brasileira, que ao longo desse período conquistou o tetra e o penta, além de conseguir apresentar uma constante evolução tática.

O Brasil comandado por Sebastião Lazaroni, na Itália, era no 3-5-2 e com pouca variação. Ricardo Gomes, Ricardo Rocha e Mauro Galvão contavam com Dunga e Alemão mais adiantados e responsáveis pela proteção. Na época, a tendência era atuar assim. A Seleção sucumbiu diante da habilidade de Maradona ao perder por 1 a 0 para a Argentina nas oitavas de final. 

– Na Copa de 90, a tendência era um esquema mais retraído, se espelhando no país onde o Mundial iria acontecer e também pelo que foi feito quatro anos antes. Atualmente, não. Em menor número, claro, mas também vamos observar que algumas outras seleções irão jogar no 3-5-2, porém, sempre com muito mais variações táticas – disse Lazaroni. 

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Quatro anos mais tarde, Carlos Alberto Parreira formou o time brasileiro no tradicional 4-4-2. Sem fazer de Raí o camisa 10 que precisava, ele se viu obrigado a optar por Mazinho. Abriu o volante pelo lado direito, em uma dobra com Jorginho, e fez o mesmo com Zinho na esquerda. A variação era nítida, com ultrapassagens e chegadas constantes da dupla ao ataque.

A situação com o mesmo Parreira na Copa de 2006, na Alemanha, foi outra. Com um elenco muito mais habilidoso em mãos, o treinador seguiu o 4-4-2, mas com outra dinâmica. O conhecido quadrado mágico, que tinha Adriano, Ronaldinho, Kaká e Ronaldo não funcionou. Kaká e Ronaldinho estiveram próximos aos atacantes e não fazendo como a dupla de 12 anos antes.

Na conquista do penta, Luiz Felipe Scolari voltou ao 3-5-2. A diferença, porém, ficou nas alternâncias que o time possuía. Edmílson jogava como terceiro homem da defesa junto de Roque Júnior e Lúcio para liberar os laterais Cafu e Roberto Carlos, e ainda fazia o segundo volante ao lado de Gilberto Silva, deixando Kleberson encostar em Ronaldinho e Rivaldo.

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Em 2014, porém, Felipão usou o 4-1-4-1, mas com variantes para o 4-3-3 ou o 4-2-3-1. Fernandinho defendia o meio de campo, dando respaldo às subidas de Daniel Alves pela direita e de Marcelo na esquerda. A segunda linha de quatro tinha Hulk e Neymar abertos, além de Oscar e Hernanes pelo meio. Atacando, os dois primeiros se juntavam à Fred no ataque.

Com Dunga, quatro anos antes, o 4-4-2 foi utilizado com base na formação de Parreira em 1994. Felipe Melo e Gilberto Silva repetiram o estilo do próprio Dunga e de Mauro Silva. A diferença foi a facilidade de Kaká se encontrar como o camisa 10, algo impossível com Raí no tetra. O ataque tinha Robinho no papel de Bebeto, e Luís Fabiano a função de Romário.

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A versão atual da Seleção de Tite é no 4-1-4-1, variando para o 4-2-3-1 ou para o 4-3-3. Essa dinâmica é por causa de uma característica que ele sempre levou em consideração na hora de montar o elenco: versatilidade. Ter à disposição jogadores que cumprem mais de uma função em campo, sem dificuldades, é o ponto determinante para pavimentar o caminho do hexa. 

– O Tite deu uma nova dinâmica à Seleção. Ele monta o time sempre no 4-3-3, com variação para o 4-2-3-1, porque tem no grupo atletas que fazem mais de uma função em campo e com extrema facilidade. E isso acontece dentro do padrão de acordo com cada jogo, seja para liberar os laterais ou reforçar a marcação. O trio ofensivo do Brasil, por exemplo, tem uma enorme capacidade criativa, se movimenta muito – completou o ex-técnico.

A estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo é no dia 17 de junho, às 15h, contra a Suíça, em Rostov. Antes, os comandados de Tite fazem dois amistosos. No dia 3, às 11h, encaram a Croácia, em Liverpool. Uma semana depois, no mesmo horário, o confronto é frente à Áustria, em Viena, encerrando a preparação para o Mundial.

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