Cinco motivos para viver no Litoral - Mar & Areia - O Sol Diário
 

É melhor morar aqui29/07/2012 | 19h19

Cinco motivos para viver no Litoral

Saiba por que a região de Itajaí e Balneário é a opção ideal para quem quer viver bem

Cinco motivos para viver no Litoral Marcos Porto/Agência RBS
Qualidade de vida é um dos motivos que trazem as pessoas ao Litoral Foto: Marcos Porto / Agência RBS
Não há no mundo lugar melhor do que a nossa casa. E se o conforto do lar se une a paisagens de tirar o fôlego, um clima ameno e uma brisa suave, a vida pode beirar à perfeição.

É o caso do Litoral Centro-Norte de Santa Catarina. De Balneário Piçarras a Bombinhas, cada recanto tem características e encantos únicos, que se encaixam em diferentes perfis. Qualidades que fazem da região uma aposta para quem espera viver bem – dos pescadores nativos aos profissionais recém-chegados.

O Sol Diário escolheu cinco entre os principais motivos que fazem daqui um lugar ideal para se viver. Da oportunidade de uma carreira bem-sucedida em Itajaí e Navegantes, resultado da economia aquecida, à qualidade de vida à beira-mar em Balneário Camboriú e Itapema.

Dos cenários deslumbrantes, que atraem milhões de turistas todos os anos, à oferta de serviços como uma vasta gastronomia e um comércio diversificado. Passando ainda pela vida tranquila nos municípios menores, como Bombinhas, Penha e Camboriú, onde o tempo parece correr mais devagar.

– A região é uma das mais exuberantes do Brasil, e poucos lugares têm um caldeirão cultural como o que se encontra aqui. Sempre que viajo, tenho prazer em voltar – diz o pesquisador paulistano Marcus Polette, autor do Atlas Socioambiental de Itajaí.

Como tantos outros moradores da região, ele aportou na cidade 19 anos atrás, a trabalho. Na época, ainda não sabia que viveria uma relação de amor a longo prazo com Itajaí. Depois de ter conhecido o mundo todo, Pollete escolheu um pedaço do Bairro Cabeçudas para chamar de seu e garante que não vai embora nunca mais.

– Aqui se oferecem passeios, qualidade de vida e a própria questão do ócio, algo que as pessoas procuram em algum momento na vida.

Athos Henrique Teixeira, mestre em Turismo e Hotelaria, diz que a combinação entre infraestrutura, atrativos turísticos e oferta de serviços a preços competitivos compõem um cenário favorável para viver ou passear. Um prato cheio para quem procura qualidade de vida:

– A região se completa. Os municípios têm opções que atraem todos os perfis, dos mais tranquilos aos cosmopolitas.


1. Qualidade de vida

Sentado sobre as pedras que sustentam o molhe da Barra Sul, Marcos Pippi, 46 anos, tem a atenção voltada para o movimento da pequena boia, sob a vara de pesca. De tempos em tempos, algum peixe morde a isca. Cuidadoso, ele puxa a linha. Observa o animal e depois o solta novamente na água do mar.

O vaivém das ondas embala o sossego que Marcos, gaúcho de Santo Ângelo, tanto procurava. É ali, com os olhos no mar e na imensidão de prédios, que ele descansa.

– Vim a Balneário Camboriú procurando qualidade de vida. A cidade é linda. E só o fato de passar pela Avenida Atlântica no final da tarde, após um dia de trabalho, já recarrega as baterias.

A cidade foi reconhecida, em junho, como detentora da melhor qualidade de vida urbana no país, segundo dados do Censo 2010. Uma promessa que traz, todos os anos, novos moradores para o município. Muitos deles idosos, que descobriram uma Balneário Camboriú além da badalação.

– O clima é bom, a cidade é plana e fica perto dos principais aeroportos do Estado. Gente do mundo inteiro escolhe envelhecer aqui – diz a cientista social Edna Liz.

 


2. Tranquilidade

Maria de Jesus tem na ponta da língua o nome de todos os vizinhos. Na Praia de São Miguel, na Penha, onde ela vive há 43 anos, todo mundo se conhece e se cumprimenta na rua. Ali, o tempo passa mais devagar, tão suave quanto a revoada dos pássaros que descem para fisgar no mar o almoço.

Aos 56 anos, Maria garante que só há um lugar para onde concordaria em ir, caso tivesse que deixar seu cantinho:

– São Miguel é um pedaço de paraíso. Daqui só vou para o céu.

Aposentada, passa os dias a cuidar da casa, cozinhar para os netos e a olhar o mar – símbolo do sustento da família, que sempre viveu da pesca. Peixe fresco nunca faltou em casa. Mas quando quer mudar o cardápio, Maria caminha até os rochedos para capturar mariscos.

Uma vida simples e descomplicada, como a que vivem muitos moradores da região. Além de Penha, cidades como Porto Belo e Balneário Piçarras carregam os encantos de uma rotina bucólica, em contato com a natureza.



3. Serviço

O calçadão iluminado da Avenida Atlântica, em Balneário Camboriú, é cenário para uma fervilhante vida noturna, regada a festas e uma infinidade de opções gastronômicas. Uma variedade indispensável para encantar a chef Sayuri Yamamoto, 34 anos, que deixou Brasília e a faculdade de Arquitetura há sete anos.

– Morar em Balneário é como viver numa novela do Manoel Carlos, com o calçadão de Copacabana à frente, gente bonita na praia. Eu não diria que foi isto o que me fez vir para cá, mas com certeza é o que me faz ficar.

Não é só da oferta de bares e restaurantes que vive a noite de Balneário Camboriú. Lojas e supermercados abertos até tarde contam pontos para a cidade no quesito comodidade. Um fenômeno que começou 20 anos atrás, na época de ouro do turismo argentino – e acabou se tornando uma marca registrada.

Durante a temporada, lojas podem ficar abertas até meia-noite e mercados funcionam 24 horas. Algo que nem mesmo a capital do Estado oferece, garante o presidente da Santur, Valdir Walendowsky:

– Balneário avançou ao oferecer serviços 365 dias por ano. É importante para quem busca entretenimento.



4. Emprego

Em cinco anos de trabalho num terminal portuário em Navegantes, Jardel Fischer (foto) foi promovido três vezes. Aos 28 anos é o mais jovem gerente da empresa e comanda um complexo sistema de tecnologia da informação, responsável pelo controle da movimentação de cargas e navios.

Nascido em Brusque e com experiência no setor têxtil, ele escolheu a região para fazer carreira e não se arrepende:

– As oportunidades aparecem a todo momento.

Presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) na região, Valério Neis confirma que o mercado está aquecido. Os setores de logística e comércio exterior são os que mais empregam, resultado da atividade portuária.

Não à toa, uma pesquisa da Fucape Business School, encomendada pela revista Você/SA, aponta Itajaí como uma das 20 melhores cidades do país para se fazer carreira. Coordenador do levantamento, Moisés Balaciano, PHD em Psicologia Quantitativa, diz que tanto Itajaí quanto Navegantes são uma boa aposta para quem espera crescer no mercado de trabalho:

– As oportunidades são grandes na região e estão sendo bem aproveitadas – avalia.



5. Belezas naturais

Morros cobertos de verde emolduram uma das paisagens mais bonitas da região. O som das ondas enche o ar na Praia Brava, em Itajaí, enquanto os pés afundam na areia macia.

É na tranquilidade deste cenário que Rafael Selva, 22 anos, esquece do mundo. Para ele, todo dia é dia de praia.

– Se estou de folga, estou na água. A Brava é linda e tem um astral diferente, cercada de natureza e mulheres bonitas.

São atrativos como estes, tão conhecidos dos moradores, que trazem todos os anos milhares de turistas para as praias da região. As mais badaladas, como a Brava e Itapema, contrastam com outras quase escondidas, como a Ilha de Porto Belo e a Praia da Sepultura, em Bombinhas.

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