Astronauta Neil Armstrong pisou em Santa Catarina e não é lenda - O Sol Diário
 
 

Visita ilustre25/08/2012 | 20h18

Astronauta Neil Armstrong pisou em Santa Catarina e não é lenda

O primeiro homem que deixou pegadas na Lua também pisou em solo catarinense

Astronauta Neil Armstrong pisou em Santa Catarina e não é lenda Ver Descrição/Ver Descrição
Neil Armstrong entre o superintendente da rede de hotéis e a mulher dele Foto: Ver Descrição / Ver Descrição

Neil Armstrong morreu hoje, aos 82 anos, vítima de complicações de uma cirurgia no coração, realizada no início deste mês.

Em 2009, ele fez um rasante pelo Sul do país, mais especificamente, em Itapema, Santa Catarina. Diferente do histórico momento pelo qual ele ficou conhecido, sendo acompanhado por 1,2 bilhão de pessoas pela TV e rádio, a passagem em solo catarinense foi marcada pelo extremo sigilo.

Em todos os contratos relacionados ao evento que em maio daquele ano trouxe Armstrong ao Estado — o casamento do enteado com a filha de um comerciante de Itajaí — o sigilo era uma das cláusulas.

Foi uma espécie de segredo de Estado imposto a funcionários do Plaza Itapema e pessoas que faziam parte do cerimonial. Isso valia para quem tratou da decoração, da comida, da lista de convidados, do baile.

A família da noiva brasileira Cristina Chang, de Itajaí, queria respeitar o pedido do padrasto do noivo, Andi Knight, de não ser importunado. Na verdade, só se soube da visita dele e de sua esposa, no site do hotel, 10 dias após sua partida.

Apesar de tentar manter distância, Armstrong passou uma boa impressão para as pessoas do hotel que o encontraram. Homem simples e hóspede sem grandes exigências.

Armstrong aterrissou em Santa Catarina no Aeroporto Internacional Hercílio Luz, na Capital, num domingo, 24 de maio de 2009. Veio com um grupo de familiares e amigos dos noivos. 

O check-in no Resort & Spa Plaza Itapema foi às 18h. O primeiro nome abreviado ficou registrado no livro de hóspedes. O da mulher, Carolina Armstrong, está completo.

 


Apenas as iniciais no livro de hóspedes
Foto: Susi Padilha,BD/Agência RBS

 

Até as autoridades foram pegas de surpresa

O casamento do enteado estava marcado para as 17h do dia 26, uma terça-feira. O local escolhido para a cerimônia foi os jardins, perto das piscinas do resort, em Itapema.

Neil Armstrong vestiu camisa azul, gravata em tom mostarda e terno claro esverdeado. Usava botons do lado esquerdo.

Seria um símbolo da Nasa, a Agência Espacial Norte Americana? A bandeira dos Estados Unidos? Ou quem sabe de alguma universidade do Estado de Ohio, onde mora? Ninguém conseguiu se aproximar para ver.

No dia, a chuva atrasou o começo da cerimônia. Para proteger os convidados foi montada uma tenda. Sob ela Armstrong foi fotografado com o casal anfitrião do luxuoso resort. A cerimônia foi em inglês, não tendo padre nem pastor.

Na condição de padrasto do noivo, Armstrong fez um pequeno discurso. Com poucas palavras, revelou sua alegria por estar ali em meio aos familiares e amigos.

Em seguida foi servido um coquetel com iguarias brasileiras. No bufê do jantar, carnes e frutas tropicais. A caipirinha caiu no gosto dos convidados, especialmente dos norte-americanos. Ninguém garante ter visto o astronauta consumindo a mais típica das bebidas brasileiras. Mas alguns ouviram dele elogios ao que foi servido.

Armstrong teria dito que gostou muito desta região do Brasil. E, na época, deixou clara sua intenção de voltar.

— Pretendo voltar em outra oportunidade para curtir uma boas férias — teria dito o ex-astronauta.  

Embaixada justifica que não foi missão diplomática

Os passos de Armstrong por Itapema foram tão sigilosos que a maior autoridade do município, o prefeito Sabino Busanello, foi informado pela reportagem do DC, que havia batido à porta de seu gabinete em busca de alguma informação.

Também no governo de Santa Catarina o fato passou batido.

Pela Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, a reportagem foi questionada: 

— Quando foi a visita? Neste ano?

Resta uma explicação:

— Foi uma visita do cidadão Armstrong.

Como não estava em missão diplomática, não precisaria avisar as autoridades.

Ao fazer o check-out, por volta das 11h do dia 27 de maio, a prova de que por três dias o autor da célebre frase "um pequeno passo para o homem, um gigantesco salto para a humanidade" pode ter visto a Lua no céu com os pés sobre as areias catarinenses.

Na época, o Diário Catarinense publicou matéria feita pela repórter Angela Bastos, e que foi publicada no dia 12 de julho de 2009.

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