Vídeo com candidatos de Balneário Camboriú pode tirar YouTube do ar - O Sol Diário
 
 

Política23/08/2012 | 10h35

Vídeo com candidatos de Balneário Camboriú pode tirar YouTube do ar

O Google, dono do site de vídeos, entrou com recurso, que aguarda parecer do Ministério Público

Uma polêmica envolvendo os candidatos a prefeito de Balneário Camboriú pode tirar o YouTube do ar por 24 horas no Brasil. O Google - dono do site de vídeos - foi acionado após o candidato a prefeito Edson Piriquito (PMDB) ter seu pedido de retirada de uma matéria e também de um vídeo do jornal Diário do Litoral (Diarinho), de Itajaí, negado pelo veículo.

O candidato sentiu-se ofendido com o conteúdo chamado de MMA dos Prefeituráveis, que pretendia entrevistar os dois candidatos do município. Piriquito não participou da reportagem e desaprovou uma charge, que aparece no fim do vídeo.

Com base no pedido do candidato, a juíza de Balneário Camboriú Alaíde Maria Nolli, da 56ª Zona Eleitoral, determinou em 10 de agosto a retirada da filmagem do YouTube, o que deveria ser comprovado em prazo máximo de 24 horas.

Como a matéria continuou disponível, em 17 de agosto a Justiça Eleitoral definiu que o Google removesse o vídeo do site em 12 horas ou o YouTube seria suspenso no país por um dia. A multa para o descumprimento da lei é de R$ 20 mil, mas a empresa recorreu da decisão.

Na tarde desta quinta-feira, a reportagem de O Sol Diário conversou com o advogado Círio Amâncio, que coordena a parte jurídica da campanha de Piriquito e falou sobre a ação do candidato.

- O Piriquito considera que o vídeo o expôs ao ridículo e é prejudicial à campanha - informou.

De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC), o recurso do Google aguarda parecer do Ministério Público estadual para poder julgar o pedido.

Esta é a segunda vez, desde o início da campanha, que a Justiça Eleitoral no Estado tenta tirar do ar uma rede social. Há duas semanas, o juiz Luiz Felipe Siegert Schuch, da 13ª Zona Eleitoral de Florianópolis, determinou que o Facebook ficasse fora do ar durante 24 horas pelo descumprimento de uma sentença anterior, para a retirada de uma página que conteria agressões a um vereador. Na ocasião, a Justiça voltou atrás e suspendeu a ordem de bloquear o Facebook.

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