Navio de 300 metros opera com êxito no complexo portuário do Itajaí-Açu - O Sol Diário
 
 

04/10/2012 | 18h00

Navio de 300 metros opera com êxito no complexo portuário do Itajaí-Açu

Medida visa impedir que a região perca armadores para portos com capacidade maior

Navio de 300 metros opera com êxito no complexo portuário do Itajaí-Açu  Marcos Porto/Agencia RBS
Manobra durou aproximadamente uma hora e meia Foto: Marcos Porto / Agencia RBS

Quem fez a travessia entre Itajaí e Navegantes de ferry-boat nesta quinta-feira acompanhou de pertinho a manobra do gigante MSC Luisa até atracar na Portonave, o terminal portuário de Navegantes. Pela primeira vez o rio Itajaí-Açu recebeu um navio com 300 metros de comprimento e 40 de largura. Ainda que a operação tenha sido experimental, para a superintendência do complexo portuário, o sucesso da manobra revela a região poderá continuar concorrendo com outros terminais do país.

O superintendente do complexo, Antonio Ayres dos Santos Júnior, afirma que já havia anúncios de perda de mercado, vindos dos próprios armadores. Como a maior parte dos navios novos têm mais de 300 metros, a possibilidade de muitas empresas deixarem de operar no complexo estava evidente.

- Fizemos todos os estudos em escritório, mostrando que a manobra de navios desse porte é possível e segura. A manobra de hoje nos dá a possibilidade de permanecer nesse mercado - diz.

A intenção da administração do complexo é, a partir de agora, passar a operar com navios de até 320 metros. O delegado da Capitania dos Portos, Fernando Anselmo Sampaio, destaca, porém, que a experiência revelou que os terminais estão aptos a operar navios de até 300 metros, em caráter experimental.

A formalização disso, só deve ocorrer nos próximos meses. Um novo experimento desse tipo deve ser feito na próxima sexta-feira. Na data, o MSC Alessia, que tem o mesmo tamanho do Luisa, deve atracar no porto de Navegantes, segundo cronograma da MSC, que está sujeito a alterações.

A manobra do MSC Luisa, que levou cerca de uma hora e meia ao todo, e contou com quatro rebocadores, também foi satisfatória para a praticagem. Alexandre Gonçalves da Rocha, um dos dois práticos que trabalhou no procedimento, afirma que não houve grandes dificuldades, nem mesmo no momento de girar a embarcação.

- Isso só reforça o que venho dizendo há três anos, temos plenas condições de operar navios desse porte.

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