Intercâmbio de construtoras fortalece negócios no Litoral Norte - O Sol Diário
 
 

 
 

Construção civil19/07/2013 | 20h30

Intercâmbio de construtoras fortalece negócios no Litoral Norte

Enquanto o Grupo Brava Beach abre loja em Curitiba, Hestia, Thá e imobiliária Apolar firmam os pés na região

Intercâmbio de construtoras fortalece negócios no Litoral Norte Rafaela Martins/Agencia RBS
Grupo Brava Beach começa a expandir negócios para o Paraná Foto: Rafaela Martins / Agencia RBS

Buscar clientes. Não importa se ele é do município ou de fora. Atualmente, o que tem feito a diferença para grandes construtoras é ir onde o cliente está. E é pensando nisso que construtoras do Paraná e de Santa Catarina estão apostando. O intercâmbio imobiliário tem dado resultado, tanto que o Grupo Brava Beach, de Itajaí, acaba de inaugurar um loja no Batel, em Curitiba.

Já as construtoras Héstia, Thá e a imobiliária Apolar, fazem o caminho inverso. Todas as três estão investindo no Litoral catarinense. A Héstia atual em Itajaí com o empreendimento Ilhas Gregas, de seis torres. Já a Thá tem construções em Itajaí e Balneário Camboriú, onde acaba de lançar o Views Privilege Home. Enquanto isso, a imobiliária Apolar firma parceria com a Embraed para vendas de imóveis.

É no Litoral catarinense que os moradores de Curitiba estão buscando o refúgio para lazer ou oportunidades para investimento. Para o Grupo Brava Beach, que atua na Praia Brava, em Itajaí, Curitiba é alvo estratégico — por isso, uma loja da empresa acaba de ser inaugurada no Batel. O objetivo é chegar mais perto de potenciais compradores e atender melhor os que já são clientes.

O público da grande Curitiba é o segundo que mais compra unidades nos empreendimentos Brava Beach. O interesse dos curitibanos pela Praia Brava só não é maior que dos moradores do próprio Vale do Itajaí.

— Com a nova loja, aumentamos a chance de captação — comenta o diretor do grupo, Maurício Scoz.

De acordo com Maurício Scoz, 25% dos compradores são investidores. A maioria adquire apartamentos para lazer ou mesmo moradia.

— Muita gente está migrando para essa região. Há empresários de Curitiba, São Paulo e de cidades do interior, que percebem que podem morar no litoral norte catarinense e continuar trabalhando — apon­­ta Scoz.

As obras do complexo Brava Beach Internacional começaram em 2010. Os empreendimentos Co­­rais e Aroeira, que estão em fase de finalização, somam 256 unidades, distribuídas em sete torres. Cerca de 90% estão comercializadas e devem ser entregues em setembro de 2014. O complexo, que está sendo construído em etapas, terá no total 20 torres, distribuídas em seis condomínios.

De acordo com Maurício Scoz, o projeto é "um bairro de luxo, pensado para um público exigente". As unidades dos edifícios Brava Beach e Mirage (recém-lan­çado) custam, em média, R$ 2,5 milhões.

Empresas do Paraná impulsionam valorização do litoral catarinense

Muitas empresas de Curitiba detectaram há alguns anos o gosto dos paranaenses pelo Litoral Norte e atuam na região. O Grupo Hestia assina um projeto com 278 apartamentos, totalizando seis torres em terreno de 8,5 mil m2 em Itajaí. A primeira etapa do Ilhas Gregas é o Mykonos, pronto e totalmente vendido, com 53 apartamentos, todos com churrasqueira na sacada, além de três lojas no térreo. A segunda fase, o Santorini, tem duas torres com 86 unidades de dois dormitórios com preços a partir de R$ 289 mil — 85% dos apartamentos foram vendidos. Os edifícios das fases três e quatro estão em lançamento.

A imobiliária Apolar, por sua vez, em parceria com a construtora Embraed, tem mais de 18 empreendimentos à venda, entre lançamentos e prontos. Os gestores da empresa dizem que Balneário Camboriú é o mercado ideal para investir. De acordo com a Apolar, os imóveis da região comprados na planta alcançam valorização de até 30% ao ano.

O grupo Thá tem empreendimentos em Itajaí, na Praia Brava, em Joinville e também em Balneário Camboriú — onde acaba de lançar o Views Privilege Home, residencial com 47 pavimentos e projeto arrojado. O valor médio do metro quadrado privativo varia entre R$ 8,5 mil a R$ 13 mil, dependendo da metragem e da posição da unidade.

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