Caso Sacha Ferraz05/08/2013 | 15h15

Médica do Samu presta depoimento em Itajaí

Profissional nega que tenha havido omissão de socorro no atendimento do policial Sacha Ferraz no ano passado

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Médica do Samu presta depoimento em Itajaí  Marcos Porto/Agencia RBS
Advogado da médica, Ricardo Deucher, diz que ela não tinha conhecimento de estava sendo aguardada na delegacia Foto: Marcos Porto / Agencia RBS

O depoimento que faltava no inquérito que apura a morte do polcial Civil Sacha Ferraz, em novembro do ano passado, em Itajaí, foi tomado na manhã desta segunda-feira. A médica Luciana Arouca, que trabalhava no setor de regulação do Samu e atendeu a esposa de Sacha ao telefone, falou por cerca de uma hora. A jovem nega que tenha haviado omissão de socorro.

Sacha Ferraz morreu aos 30 anos de idade de infarto. De acordo com a família, ele teria saído para correr e ao retornar para casa começou a passar mal. Teve vômitos, dores no peito e chegou a desmaiar. A esposa Cristiane Dalçóquio ligou para o Serviço de Atendimetno Móvel de Urgência (Samu) duas vezes, mas nenhuma ambulância fois destacada para atender o policial.

Por conta disso, ainda em novembro, a polícia abriu um inquérito para apurar se houve negligência no atendimento. Mas o depoimento da média ainda não tinha sido tomado. A polícia em Itajaí, encaminhou carta precatória para que ela fosse ouvida em Balneário Camboriú, onde morava, mas a jovem não tinha sido localizada.

De acordo com o advogado da médica, Ricardo Deucher, ela não tinha conhecimento de que estava sendo aguardada na delegacia. Assim que soube de toda a história pela imprensa, contatou o advogado e se apresentou na delegacia de Itajaí para prestar depoimento.

De acordo com o delegado Carlos Quilante, o inquérito já havia sido remetivo ao Ministério Público, que na semana passada cobrou uma conclusão. Ficou faltando apenas o depoimento da médica. Assim que receber e analisar a documentação, caberá à promotoria decidir se a médica será ou não denunciada. Por enquanto, Luciana prestou depoimento como testemunha.

— O depoimento dela foi bastante esclarecedor. Ela explicou que trabalhava como reguladora, que fez o atendimento por telefone, mandou darem a ele duas aspirinas e entendeu que não cabia enviar uma ambulância — comenta o delegado.

Como não presidiu o inquérito — que estava sob a responsabilidade do delegado Luiz Guimarães, que se aposentou — o delegado Quilante não quis comentar suas impressões sobre o depoimento.

O advogado da médica comentou que não houve omissão de socorro porque naquele momento era o que poderia ser feito. Ela disse que a Luciana Arouca está tranquila quanto ao que houve.

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