Cacá Bueno visita terrenos em Camboriú que podem receber autódromo internacional - O Sol Diário
 
 

 
 

Automobilismo22/10/2013 | 20h00

Cacá Bueno visita terrenos em Camboriú que podem receber autódromo internacional

Piloto da Stock Car diz que, em até cinco meses, deve confirmar se a cidade recebe ou não o novo circuito

Cacá Bueno visita terrenos em Camboriú que podem receber autódromo internacional Rafaela Martins/Agencia RBS
Cacá Bueno deu uma entrevista coletiva na prefeitura de Camboriú Foto: Rafaela Martins / Agencia RBS

O primeiro passo para a construção de um autódromo com padrões internacionais em Camboriú foi dado nesta terça-feira. O piloto Cacá Bueno, padrinho do projeto, e a holding Link Aberto se reuniram com a prefeita Luzia Coppi Mathias (PSBD) e visitaram pelo menos três terrenos que podem receber o circuito. A previsão do próprio Cacá é de que em quatro ou cinco meses seja batido o martelo. Mas, até lá, o percurso é longo e é preciso buscar investidores que acreditem no projeto.

Por isso, por enquanto o segredo é a alma do negócio. Não foram divulgados detalhes, nem valores da construção e sequer quais os locais que foram visitados. O motivo é evitar a especulação imobiliária.

— Se a gente falar agora, é capaz do dono do terreno querer triplicar o preço — justificou Cacá.

O piloto lembrou que a ideia de se construir um autódromo em Santa Catarina é antiga e que o Estado está atrasado em relação aos vizinhos — Rio Grande do Sul tem quatro circuitos e Paraná, três. E ele cita os pontos fortes que Camboriú tem para receber esse novo espaço.

— A cidade fica perto do aeroporto e tem uma boa rede hoteleira nas redondezas. Além disso, a questão logística também é beneficiada, já que as principais equipes de automobilismo do país se encontram em Curitiba, em São Paulo e no Rio de Janeiro — conta o piloto.

Ele faz questão de ressaltar que o primeiro objetivo é achar o terreno, que precisa ter cerca de 600 mil m². Depois é que será decidido o traçado e o projeto do autódromo. Mas, já dá até para cogitar as competições que a cidade pode receber.

A ideia é que todas as provas nacionais possam passar nesse novo circuito, além de disputas internacionais, como o sul-americano de automobilismo, o WTCC e até mesmo o mundial de motovelocidade e a Fórmula Indy. Mas receber a Fórmula 1, para Cacá, é um sonho distante. Bem distante.

— Um autódromo nos padrões da Fórmula 1 demandaria um investimento bilionário que nem mesmo os europeus teriam condições de arcar hoje. Tanto que os novos circuitos estão sendo criados em países como Cingapura, Malásia, China e Emirados Árabes — comenta o piloto.

Busca por investidores e apoio do poder público

Para consolidar o sonho, Cacá Bueno não esconde que precisa de ajuda do poder público. A prefeita Luzia Coppi Mathias confirmou que não medirá esforços para que o autódromo seja instalado na cidade, mas garantiu que não será investido dinheiro público na construção.

— Vamos apoiar na busca de empresas que queiram ajudar e dar incentivos para elas, como isenção de impostos. Nossa parte é dar a estrutura no entorno, como a construção de acessos, por exemplo — diz a prefeita.

Cláudio Itinoce, diretor da holding Link Aberto, empresa paranaense que deverá fazer a gestão do autódromo depois de pronto, afirmou que o grupo resolveu investir no autódromo depois de conversar com Cacá. A ideia é que o espaço também receba outros tipos de eventos, como shows, feiras e até mesmo possa se tornar um centro tecnológico.

— Quando tivermos o terreno e assinarmos o contrato, vamos montar o projeto. Depois disso, vamos o adequando de acordo com a necessidade financeira e com as realidades regionais, para que o espaço também possa ser aproveitado quando não tiver corrida — explicou o piloto.

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