Os riscos aos operadores de caixa - O Sol Diário
 

Opinião02/10/2013 | 19h09

Os riscos aos operadores de caixa

Patricia Packer e Raquel Santos, acadêmicas de Fisioterapia da Univali

Os riscos aos operadores de caixa Arquivo pessoal/Divulgação
Patricia Packer e Raquel Santos Foto: Arquivo pessoal / Divulgação

O posto de trabalho dos operadores do caixa de supermercado é um exemplo da necessidade de mudanças devido aos riscos que os trabalhadores estão expostos durante a realização das suas atividades.

A postura corporal adotada por um profissional, repetidamente durante anos, pode afetar e comprometer o seu estado de saúde e a adoção de medidas preventivas são fundamentais para proteger a saúde dos trabalhadores. Neste caso, é preciso adequar as condições de trabalho dos operadores de caixa, já que estes profissionais desenvolvem suas atividades durante jornadas extensas.

Deve haver espaço embaixo do balcão por onde corre a esteira para permitir que o operador possa girar, ficando de frente para o scanner. O monitor deve estar à frente do operador, permitindo que tanto ele quanto o cliente acompanhem o registro.

O assento e o encosto devem ser estofados e revestidos de material que absorva e permita transpiração. Não devem ser muito duros nem muito macios, para não causar desconforto.

A questão da repetitividade dos movimentos, que é a essência da atividade dos caixas, as posturas incorretas dos membros superiores e o tempo insuficiente para recuperação dos tecidos causada pela falta de pausas pré-determinadas ao longo da jornada, são fatores contributivos. Além disso, existe o fator psicossocial adicional: o estresse causado pelo sistema de cobrança das chefias, baseado no número de itens passados por minuto.

O controle do ritmo de trabalho pelo funcionário que o executa aliado ao aumento do número de pausas durante a jornada, para que os músculos descansem e o estresse seja aliviado, auxiliam na prevenção de danos à saúde.

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