Da Ilha ao Paraíso: uma bela vista e um mate amargo numa região especial - O Sol Diário
 

Viver SC26/09/2014 | 12h14Atualizada em 26/09/2014 | 16h21

Da Ilha ao Paraíso: uma bela vista e um mate amargo numa região especial

Aventura do Diário Catarinense pela BR-282 passa por Herval d'Oeste, Joaçaba e Catanduvas

Da Ilha ao Paraíso: uma bela vista e um mate amargo numa região especial PABLO GOMES/Agencia RBS
Separadas apenas pelo Rio do Peixe, Joaçaba (D) e Herval d'Oeste (E) somam 50 mil moradores Foto: PABLO GOMES / Agencia RBS
Nossa aventura chega ao ponto que eu tanto esperei: o Meio-Oeste de Santa Catarina. Não que seja mais especial que as demais regiões, mas porque representa, para mim, o limite entre o habitual e a novidade.

Desde criança, eu viajo com frequência pela BR-282 entre Lages e Florianópolis. Quando comecei a atuar como repórter do DC na Serra, há oito anos, incluí o trecho entre Lages e Joaçaba na rotina. Mas de Joaçaba "pra cima", como sugere o mapa, tudo era absolutamente desconhecido.

Ao longo da estrada fiz várias fotos de Joaçaba e Herval d'Oeste e uma breve oração no Monumento Frei Bruno, visitei uma plantação de erva-mate em Catanduvas e telefonei apressado a um amigo que nasceu em Campina da Alegria, distrito de Vargem Bonita, onde está localizada a imponente Celulose Irani.

Pé na estrada que a nossa aventura continua!

Divo produz chimarrão em Catanduvas. Foto: Pablo Gomes, Agência RBS

Santa Catarina é um Estado com uma grande mistura de culturas. Tem africano, alemão, italiano, gaúcho, paulista, nordestino. Tem gente de tudo que é canto. Mas mesmo com tantas tradições e culturas, todos têm algo em comum: o gosto pelo chimarrão.

E para o orgulho geral, é justamente em solo catarinense que é produzida uma das melhores ervas-mates do Brasil. Catanduvas, no Meio-Oeste, é o lugar. Até o fim da década de 1990 o Estado importava erva-mate da Argentina. Enquanto isso, um estudo era feito pela Epagri de Chapecó para encontrar a semente ideal.

Por sua altitude de 1 mil metros e uma condição climática favorável, com boa separação entre calor e frio, Catanduvas foi palco das pesquisas práticas em campo. Até que, em 2010, após duas décadas de trabalho científico, chegou-se à primeira semente selecionada do Brasil, batizada de Caarari, que significa "árvore forte" em tupi-guarani. 

— Os plantios cultivados em Catanduvas são muito bons e a erva tem um sabor mais suave —, diz o gerente do Centro de Pesquisa para Agricultura Familiar da Epagri Chapecó, Dorli Mário da Croce.

Cinco ervateiras estão instaladas em Catanduvas, cidade de 10 mil habitantes e considerada a capital catarinense do chimarrão. E todas procuram garantir o status da boa erva-mate da mesma maneira. 

— A qualidade é o fator predominante do nosso produto e o que garante isso é o correto manejo, com acompanhamento, higiene e todo um cuidado especial com a matéria-prima do chimarrão — explica o presidente do Sindicato da Indústria do Mate de Catanduvas, Divo Guerra.

Monumento Frei Bruno é atrativo. Foto: Pablo Gomes, Agência RBS

Joaçaba e Herval d'Oeste são duas cidades em uma só. Apenas o Rio do Peixe as separa. Os 50 mil moradores — 28 mil em Joaçaba e 22 mil em Herval — cruzam as pontes o tempo todo para estudar, trabalhar, fazer compras e se divertir.

E tudo é tão intimamente ligado entre as duas vizinhas que ambas têm um ponto turístico em comum. Instalado em Joaçaba, mas com uma vista privilegiada para Herval, o Monumento Frei Bruno é um dos maiores do Brasil, perdendo em apenas um metro (são 38 contra 37) para o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.

Inaugurado em novembro de 2008, ao custo de R$ 800 mil, a estátua foi paga pelos governos estadual e municipal e, principalmente, pela comunidade, que participou doando dinheiro e materiais de construção ao abraçar a campanha da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL).

Aberto todos os dias, com acesso gratuito, o monumento foi construído no alto de um morro no bairro Flor da Serra. No primeiro piso existe um memorial onde é possível adquirir souvenires do religioso.

No segundo piso funciona o observatório astronômico. O atendimento é feito mediante agendamento prévio, pelo telefone (49) 9915-3838, com o professor Gilmar de Oliveira.

O mirante e a escultura ficam no último andar. Outras informações podem ser adquiridas na secretaria de Turismo de Joaçaba, no telefone (49) 3521-3005.

Confira o vídeo da viagem >>>

DIÁRIO CATARINENSE

Siga O Sol Diário no Twitter

  • osoldiario

    osoldiario

    O Sol DiárioCopa SC tem confronto entre JEC e Figueirense na Arena Joinville https://t.co/xS5DjM99cqhá 6 horas Retweet
  • osoldiario

    osoldiario

    O Sol DiárioCriciúma enfrenta o Paysandu para tentar chegar na metade de cima da tabela da Série B https://t.co/pp9PfPOal4há 7 horas Retweet
O Sol Diário
Busca