Moradores respondem pesquisa sobre mobilidade urbana em Itajaí - O Sol Diário
 
 

Trânsito15/12/2014 | 16h36

Moradores respondem pesquisa sobre mobilidade urbana em Itajaí

Ao todo, 1,1 mil famílias vão integrar estudo que vai traçar plano de melhorias para o município

Moradores respondem pesquisa sobre mobilidade urbana em Itajaí  Victor Schneider/Divulgação
Cerca de 200 família já receberam a visita de pesquisadores em Itajaí Foto: Victor Schneider / Divulgação

Cerca de 200 casas de Itajaí já receberam a visita dos pesquisadores que participam da elaboração do Plano de Mobilidade Urbana do município. Os questionários começaram a ser aplicados dia 9 de dezembro. A previsão é que a etapa de entrevistas do projeto termine dia 22, com mais 1,1 mil famílias ouvidas em 17 localidades da zona urbana e rural.

Dividido em três etapas, o questionário tem 60 perguntas, que exploram a rotina de mobilidade dos moradores. Na primeira fase, constam as características socioeconômicas, em seguida é apontada a opinião a respeito da mobilidade, sistema de transporte público e modais usados para se locomover. Por fim, as questões abordam os deslocamentos feitos por todos os integrantes do grupo familiar no dia anterior à entrevista. Por exemplo, como foram ao trabalho, quanto tempo levaram etc.

— Essa pesquisa vai nos dar o índice de mobilidade urbana de Itajaí, as origens e os destinos dos moradores, tempo e dinheiro gasto, horários de maior dificuldade, meios de transporte usados, situação das calçadas, ruas e ciclovias. Enfim, é algo bem amplo — conta a socióloga responsável pela pesquisa, Aura Correia Lima.

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Todos as 10 cidades que integram a Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí (Amfri) — Itajaí, Balneário Piçarras, Bombinhas, Penha, Navegantes, Camboriú, Ilhota, Itapema, Luís Alves e Porto Belo— passarão a ter o seu Plano de Mobilidade Urbana. Além de uma obrigação legal — o Ministério das Cidades condiciona o projeto à liberação de recursos para municípios acima de 20 mil habitantes —, o documento é estratégico para a formulação de uma proposta regional.

Para Sérgio Gollnick, responsável pela LePadron — empresa contratada pela Amfri para o desenvolvimento do plano —, as cidades da região estão interligadas, por isso é preciso se pensar mobilidade urbana em conjunto:

— Os modais já existem, mas não há planejamento e é isso que se pretende mudar. Cada cidade terá seu plano para depois haver uma integração entre eles — explica o arquiteto com especialização em Engenharia de Sistemas Urbanos e Planejamento e Transporte.

O plano

O lançamento do Plano de Mobilidade Urbana ocorreu segunda-feira da semana passada. O projeto está dividido em três fases: planejamento e organização — que incluiu treinamento dos pesquisadores domiciliares e levantamento inicial de informações do setor —; pesquisas, consultas e estudos — etapa atual no município, que tem entre as atividades a pesquisa por domicílio —; e concepções e legislação — quando serão feitas propostas para as cidades. Em Itajaí, todo o plano deve estar pronto em agosto de 2015.

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