Pescadores de Itajaí e região vão parar em janeiro para protestar contra lista de peixes em extinção - O Sol Diário
 
 

Setor pesqueiro23/12/2014 | 21h04

Pescadores de Itajaí e região vão parar em janeiro para protestar contra lista de peixes em extinção

Lista foi divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente na última quarta-feira e contém nome de peixes conhecidos como Cação e Atum

Em reunião na sede do Sindicato dos Armadores e da Indústria da Pesca de Itajaí e Região (Sindipi) na tarde desta terça-feira, os pescares decidiram paralisar as atividades em 5 de janeiro e fechar o Canal da Barra, em Itajaí. O motivo da manifestação é a divulgação pelo Ministério do Meio Ambiente de uma lista com peixes ameaçados ou em extinção na última quarta-feira.

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Entre as espécies listadas em situação de extinção, estão peixes bastante consumidos na região, como o Namorado, Bagre, Cação, Garoupa e o Atum. Na relação em ameaça de extinção, estão a Tainha e a Anchova.

Segundo a determinação do Ministério do Meio Ambiente, as espécies só poderão ser pescadas nos próximos seis meses e comercializadas em até um ano. Após os prazos, tanto a pesca quanto o comércio serão proibidos.

>> Veja lista de peixes em ameaça ou risco de extinção

De acordo com o Sindipi, cerca de 60 mil pessoas, entre pescadores e empresários que vivem da pesca, serão afetadas pela medida em Itajaí e região.

Para o presidente do sindicato, Giovani Monteiro, esta decisão é arbitrária.

- Não houve transparência por parte do ministério em relação às informações pesquisadas e o que foi divulgado nos relatórios não é a realidade das pesquisas a bordo feita pelo Sindipi em parceria com a Universidade do Vale do Itajaí (Univali) - disse.

A previsão é que cerca de 10 mil pessoas participem do movimento. Além de Itajaí, o movimento acontece simultaneamente em Laguna, Sul de SC,  e vai contar com mais de dez mil pescadores. A mobilização começa às 9 horas.

Outras regiões do país devem se unir ao movimento comandado pelo Sindipi.  A previsão é que pescadores e empresários do Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro também façam parte do movimento. 

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