"Acho que será um recorde histórico", diz presidente da Federação dos Pescadores de SC - O Sol Diário
 
 

 
 

Tainha de monte31/05/2016 | 06h14Atualizada em 31/05/2016 | 08h35

"Acho que será um recorde histórico", diz presidente da Federação dos Pescadores de SC

De acordo com o presidente da Federação dos Pescadores de SC (Fepesc), Ivo da Silva, os profissionais catarinenses da pesca devem atingir um "recorde histórico¿ na captura da tainha em 2016. Confira abaixo a entrevista com Silva:

Em um mês de pesca, foram recolhidas 1,6 mil toneladas. Os pescadores acreditam em um recorde histórico até o fim da temporada?

Vamos ultrapassar, acho que será um recorde histórico. Vai ultrapassar 2007. Existem muitos cardumes em diversos pontos estratégicos da Ilha e do Estado.

O que favoreceu a safra deste ano?

Além do ritual climático (deu vento na hora certa, o frio veio cedo), também tiveram as normativas. A pesca industrial deixou de capturar em maio, deixando os peixes com passagem livre. 

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No ano passado já não havia restrição à pesca industrial em maio?

Existia a mesma portaria, mas ela não foi tão levada a sério porque a publicação saiu em cima da hora, não teve fiscalização. Mas este ano foi cumprida à risca, as embarcações que não estavam licenciadas respeitaram.

A expectativa é de repetir o desempenho entre junho e julho?

A esperança é grande porque todos os indicativos levam a isso. Aspectos climáticos, as previsões de peixe, onde os peixes existem nas comunidades.

Quem mais lucra com as capturas em abundância?

O problema nosso ainda é esse. Não temos entreposto de pesca. Como o peixe é um produto altamente perecível e precisamos nos desfazer deles rapidamente, os atravessadores e aquele pessoal da indústria, mais preparado, acabam levando o maior lucro. Não estamos preparados, nem sempre acontece esse fenômeno de tantas pescas. Não estamos preparados para a captura.

Com os entrepostos à disposição, seria possível armazenar os peixes por mais tempo e fazer negócio?

Isto. E também para beneficiar, vender os peixes, as ovas para a comunidade local. Seria melhor se a gente pudesse, além de trabalhar os peixes, fazer também o beneficiamento do pescado.

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Há queixas quanto ao número de embarcações de rede anilhada credenciadas pelo Ministério da Pesca. O que pode ser feito?

Ano passado saiu licença para 67 e, neste ano, só para 66. Queremos que todas as embarcações que vêm pescando nos últimos três ou quatro anos sejam credenciadas. Para 38 eles não querem liberar a licença. Tentamos entrar com mandado de segurança, estamos trabalhando politicamente em Brasília. Tudo para ver se essas licenças saem para todos que solicitaram.

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