Guarda de Balneário é apedrejada durante ocorrência em Camboriú - O Sol Diário

Segurança20/04/2017 | 21h17Atualizada em 20/04/2017 | 21h17

Guarda de Balneário é apedrejada durante ocorrência em Camboriú

Moradores se revoltaram com a presença dos agentes, que tiveram que deixar a cidade escoltados pela PM

As ¿saídas¿ da Guarda Municipal de Balneário Camboriú para fora dos limites da cidade chegaram ao Ministério Público, depois que viaturas da corporação foram apedrejadas na noite de quinta-feira no Loteamento Conde Vila Verde, em Camboriú, e só conseguiram deixar o local escoltadas pela Polícia Militar.

A guarda estava acompanhando uma moto, que não obedeceu a uma ordem de parada. O motociclista, que fugiu por não ter habilitação, saiu de Balneário, entrou em Camboriú e seguiu até o Conde Vila Verde.

Moradores se revoltaram com a presença dos guardas no bairro. Acuados, os agentes chamaram apoio dentro da própria corporação, que enviou mais viaturas. Eram 10, entre carros e motos oficiais. Ao perceber a gravidade da situação, um morador chamou a polícia.

Imagens que circulam em grupos de Whatsapp mostram o momento em que as viaturas da Guarda Municipal de Balneário deixam Camboriú sob escolta da PM. A atuação da GM deveria se limitar ao município à qual a corporação está subordinada — com exceção da condução de presos, por exemplo. No entanto, há relatos de que a guarda tem atuado em outras cidades com frequência — especialmente em Camboriú.

Além disso, a região do Conde Vila Verde e do Monte Alegre tem um histórico de violência que não deve ser desconsiderado. Já foi a área com maior número de assassinatos no Estado em relação ao número de habitantes, tem uma situação delicada, e por isso recebe atenção especial da PM e da Polícia Civil. 

Nesta quinta-feira, a promotora Andrea Gevaerd, da 3ª Promotoria de Justiça de Camboriú, encaminhou ofícios às corporações para entender melhor o que ocorreu. Ela pode instaurar inquérito para apurar o caso.  

Gabriel Castanheira, secretário de Segurança de Balneário Camboriú, admite que a guarda atua em outras cidades quando está acompanhando flagrantes e diz que deixar a ocorrência com a PM, nesse caso, faria os agentes perderem de vista o motociclista.

O subcomandante da GM, Luís Arlindo Borges, afirma que, nessas situações, a guarda avisa a PM de que está deixando os limites de Balneário _ informação que é contestada pelo comandante do 12º Batalhão da PM, Evaldo Hoffmann. Segundo ele, esse tipo de informação não é repassada pela guarda à polícia. 

A situação de quinta-feira à noite deixou Balneário Camboriú desguarnecida de 10 viaturas da Guarda Municipal. É a cidade quem paga, com os impostos que saem do bolso de seus moradores, todo o aparato da corporação. Não há justificativa para um esforço tão grande para perseguir um motociclista em uma área que é de responsabilidade da Polícia Militar, que tem competência estadual. As vaidades institucionais não podem ultrapassar a responsabilidade para com o dinheiro público.

 

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