"Mãe implorava que ele parasse, mas ele continuou", revela delegado sobre suspeito de matar a mãe a facadas em Balneário Camboriú - Segurança - O Sol Diário
 
 

 
 

Crueldade12/02/2015 | 22h05

"Mãe implorava que ele parasse, mas ele continuou", revela delegado sobre suspeito de matar a mãe a facadas em Balneário Camboriú

Professora Marcia Ouriques foi atingida por 38 facadas, de acordo com análise do Instituto Médico Legal (IML)

A crueldade e a frieza de Bruno Ouriques Furtado, 18 anos, suspeito de matar a própria mãe a facadas na madrugada de quarta-feira em Balneário Camboriú, surpreendeu até mesmo o delegado responsável pelo caso, Osnei de Oliveira.

— Muito visualista e materialista. Demonstrou uma conduta bem questionável — descreveu.

Bruno foi preso na manhã desta quinta-feira em uma rua do bairro de Zimbros em Bombinhas. Ele foi encontrado pela Polícia Militar do município após a dona de uma pousada onde ele estava hospedado chamar a polícia. Segundo Osnei, ele teria relatado o crime a ela e pedido que a mulher comunicasse à PM sobre o homicídio e informasse o paradeiro dele, que aguardou a chegada dos policiais na rua.

Ao delegado, Bruno relatou que chegou em casa na madrugada de quarta-feira após ter consumido cocaína. Quando a mãe acordou e percebeu que o filho estava sob o efeito da droga, ela o teria expulsado de casa. Ele então partiu para cima dela e desferiu a primeira facada no olho.

— Ele contou que nas primeiras facadas a mãe implorava que ele parasse, dizia que o amava, mas ele continuou — conta Osnei. Ao todo, a professora Marcia Ouriques recebeu 38 golpes, constatou o Instituto Médico Legal (IML).

Depois que ele já havia começado a esfaquear a mãe, vizinhos que acordaram com a briga foram até o apartamento, após ouvir os gritos de Marcia, e bateram na porta. Neste momento, Bruno relatou à Polícia Civil ter sufocado a mãe com o auxílio de um travesseiro, em seguida a estrangulado com as mãos e, quando os vizinhos se afastaram do apartamento, ele desferiu o restante das facadas.

Durante o depoimento, Bruno também demonstrou bastante instabilidade emocional.

— Primeiro ele chora, em seguida começa a contar que após ter matado a mãe ficou 20 minutos abraçado ao corpo dela e depois tomou um banho para se limpar e vestiu as melhores roupas que ele tinha para fugir — relata Osnei.

Segundo o delegado, o jovem também demonstrou bastante preocupação com o futuro dele, como vai se sustentar quando deixar a prisão, por exemplo. Bruno, que já tem advogado, foi transferido para o presídio da Canhanduba, em Itajaí, na noite desta quinta-feira.

Osnei pretende indiciá-lo por homicídio com pelo menos três qualificadoras, pela impossibilidade de defesa à vítima, motivo futil e meio cruel.

Bruno trabalhava como sushiman em um restaurante no Centro de Balneário Camboriú.

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