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Golpe no tráfico internacional27/05/2015 | 13h18Atualizada em 27/05/2015 | 20h24

Saiba quem são os principais alvos da Operação Eurotrip da Polícia Federal

Chefes de morros da Capital e jovens de classe média figuram entre os presos.

Saiba quem são os principais alvos da Operação Eurotrip da Polícia Federal Guto Kuerten/Agencia RBS
Organograma divulgado pela PF aponta os líderes e mulas do tráfico. Foto: Guto Kuerten / Agencia RBS

A Operação Eurotrip da Polícia Federal (PF) alcançou os principais fornecedores de drogas para o tráfico internacional de entorpecentes na Grande Florianópolis, chefes de morros e jovens de classe média, conhecidos como mulas ou cavalos, que também estão envolvidos com as viagens ao exterior para o negócio ilícito. Até agora são 11 presos e quatro estão foragidos.

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Entre os alvos presos estão Ânderson Braga, o Banha, morador do Continente, e que já havia sido preso por tráfico internacional na Espanha e Uruguai; David Ignácio Kremer, o Davi Neguinho ou Bolacha, líder do tráfico no morro da Costeira e morador do Campeche e Maurício Vieira, o Reto, chefe no morro do Pantanal e irmão do megatraficante Marcos Vieira Francisco, o Marquinhos, preso pela Deic em 2012 na Operação Pequeno Príncipe.

Segundo a PF, David Ignácio Kremer assumiu o controle de pontos de venda de drogas da Costeira após a morte de Tiago Cordeiro, o Calcinha, executado em um posto de combustíveis em 2 de abril deste ano.

A PF ainda procura outros importantes envolvidos que estão foragidos, entre eles estão Tiago Amaral da Costa, o Curió, Verlei Valter Júnior e Julio Schneider — este último é da praia de Ibiraquera, em Imbituba, e estaria na Espanha.

Fornecedores de drogas sediados no Mato Grosso do Sul, na fronteira com o Paraguai (região de Ponta Porã e Naviraí) foram identificados e também tiveram prisão decretada.

— Conseguimos desbaratar uma quadrilha com mais viagens feitas e que tinha célula das mais relevantes do tráfico internacional. Chegavam a pagar R$ 40 mil a uma mula e levantam até R$ 400 mil numa transação (remessa de cocaína ao exterior e importação de drogas sintéticas). Muitos são jovens de classe média que fizeram a opção de vida criminosa para ter dinheiro fácil — ilustrou o delegado responsável pela Operação, Caio Pellim, chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Patrimônio da PF em Florianópolis.


Delegados Caio Pellim (esquerda) e Ildo Rosa, em entrevista coletiva nesta quarta.

A investigação começou em agosto de 2014 a partir de apreensões de drogas com destino a Europa e Austrália que resultaram em 19 prisões e na apreensão de 50 mil comprimidos de ecstasy, 22 quilos de cocaína, 5,5 quilos de metanfetamina, 530 quilos de maconha e 2,4 quilos de skunk. O bando agia em Santa Catarina, São Paulo, Distrito Federal, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

Na ação desta quarta-feira, foram alvos outras 15 pessoas que tiveram prisão preventiva decretada e foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão, além de seis de condução coercitiva, em Florianópolis, Biguaçu, Imbituba, Palhoça e São José.

Na Capital de SC, as ações alcançaram os bairros Costeira, Campeche (Chica), Pantanal e Córrego Grande. Em São José, a PF esteve em Barreiros e em Imbituba na praia de Ibiraquera.

Os presos não foram apresentados aos jornalistas na sede da PF. Eles deverão ser encaminhados ainda hoje à Penitenciária de Florianópolis.

No saguão da superintendência da PF havia vários advogados pela manhã, a maioria ainda estava se inteirando do teor da operação e das suspeitas contra os clientes.

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