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Segurança17/06/2015 | 21h24

Sensação de insegurança muda rotina de estudantes da Univali em Itajaí

Assaltos em pontos de ônibus na Contorno Sul levaram a Polícia a colocar agentes à paisana no entorno da universidade

Sensação de insegurança muda rotina de estudantes da Univali em Itajaí Marcos Porto/Agencia RBS
Com medo, estudantes aguardam ônibus dentro do campus Foto: Marcos Porto / Agencia RBS

O relato frequente de assaltos nos pontos de ônibus em frente à Univali, em Itajaí, espalha medo e vem mudando a rotina dos universitários. Eles receiam sofrer algum tipo de violência na calçada da Avenida Abrahão João Francisco.

Na quarta-feira da semana passada, a acadêmica do 5º período de relações internacionais, Mariely Linnemann, 19 anos, escapou de um roubo enquanto aguardava o coletivo para ir para casa por volta das 21h30min.

— Estava eu, um menino e mais três meninas no ponto. De repente, chegaram uns cinco meninos de bicicleta, deram a volta olhando para a gente, encostaram as bicicletas e foram para cima de uma das meninas — lembra.

Instintivamente, Mariely saiu correndo junto com as outras duas garotas e o rapaz que também aguardavam na parada.

— À medida que eu corria, ouvia ela (vítima) gritando e dizendo para eles a soltarem, que eles estavam a machucando. Eles agarravam e puxavam o braço dela.

Após o susto, a estudante conseguiu voltar ao campus. Encontrou um vigilante próximo de uma das entradas e o avisou sobre o crime, e pediu que ele chamasse a polícia.

— A gente fica muito exposto ali (nos pontos de ônibus). Não vou mais às 21h30min para casa. Agora espero dar 22h para ter mais gente ou aguardo o ônibus dentro da Univali.

Depois de ter presenciado o assalto, a jovem relata ficar "apreensiva" sempre que um rosto desconhecido surge na parada de ônibus ou se aproxima dela em uma das entradas da universidade.

Mariely sugere que a Univali disponibilize vigias também para as paradas, para que a volta para casa dos estudantes seja tranquila.

Medo faz estudantes aguardar ônibus dentro do campus

Os universitários dos cursos da saúde, situados nos últimos blocos do campus, são os que mais se queixam. O ponto no qual eles esperam o ônibus é o mais afastado e também menos iluminado, em frente o bloco F4.

As acadêmicas do 3º período de enfermagem Ediléia Barbosa, 30 anos, e Suelen Teixeira, 19 anos, faziam aguardavam uma carona em frente ao portão da Univali. Com o notebook nos braços, Ediléia contou que nunca foi assaltada, enquanto olhava seguidamente para os lados:

—Sempre que vejo gente estranha , já fico com receio. Uma professora nossa foi assaltada dentro da coordenação já — conta.

Suelen aguarda o ônibus dentro da universidade e só sai quando vê o veículo se aproximando.

— Teve uma menina que foi assaltada neste ponto semestre passado. Pegaram o celular dela e ainda deram um soco.

Na mesma noite, um grupo de estudantes de fisioterapia ocupava a rampa de acesso ao estacionamento do campus, atrás do muro, à espera do ônibus.

— Quando já é noite sempre esperamos aqui dentro, por medo. Se tem bastante gente ali fora, até dá para ficar — disseram.

Reforço à paisana e na iluminação

O comandante do 1º Batalhão da Polícia Militar em Itajaí, o tenente-coronel Rogério Teotônio, frisa que os estudantes alvo de assalto ou furto nas imediações da universidade, precisam informar à polícia.

No Sistema Integrado de Segurança Pública (Sisp), quatro roubos foram registrados neste ano em toda a Avenida Abrahão João Francisco. Na Rua Uruguai, foram 17 boletins.

Diante das queixas de estudantes, Teotônio informa que além do policiamento com quatro motos e uma viatura no entorna da Univali, nos horários de entrada e saída, agora também há policiais à paisana vigiando o local.

Já a Univali afirmou, por meio de nota oficial, que trabalha para atenuar os problemas relativos a roubos ou quaisquer outros transtornos ocasionados à comunicada acadêmica e informa que reforçou a iluminação na Contorno Sul e que vai intensificar a vigilância nos acessos de pedestres à instituição e pontos de ônibus, locais em que se concentram a maior parte dos pedestres.

A universidade antecipa, ainda, que já realiza estudo para acesso restrito ao Campus, apenas com identificação, sem que isso prejudique o atendimento à comunidade.

O SOL DIÁRIO

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