Acusado de matar o surfista Ricardinho tem regalias na prisão - Segurança - O Sol Diário

Esperando julgamento13/07/2016 | 20h48Atualizada em 13/07/2016 | 21h15

Acusado de matar o surfista Ricardinho tem regalias na prisão

Ex-soldado da PM, Luis Mota Brentano está detido no quartel do 8º Batalhão, em um quarto com TV, ar-condicionado e geladeira

Acusado de matar o surfista Ricardinho tem regalias na prisão Betina Humeres/Agencia RBS
Tragédia comoveu a comunidade da praia da Guarda do Embaú, em Palhoça Foto: Betina Humeres / Agencia RBS

Um documento assinado pelo então comandante do 8º Batalhão da Polícia Militar em Joinville e revelado pelo repórter Edivaldo Dondossola, da RBS TV, revela condições privilegiadas da prisão do ex-soldado Luis Mota Brentano, acusado de matar o surfista Ricardo dos Santos. Mesmo expulso da corporação, Mota passa seus dias em um quarto "amplo que possui acesso a um banheiro", além de dispor de cama de solteiro, ar-condicionado, geladeira, chuveiro quente e televisão. Ele responderá em júri popular, ainda sem data marcada, por homicídio triplamente qualificado.

O ex-soldado Mota está detido no 8º Batalhão da PM, em Joinville há um ano em meio. Ele foi preso na mesma manhã do crime, em 20 de janeiro de 2015, na praia da Guarda do Embaú, em Palhoça. Embora expulso da Polícia Militar em julho do mesmo ano, a defesa de Mota conseguiu um habeas corpus para que ele permanecesse preso no quartel, alegando que ele sofreria risco de vida, por ser ex-policial, se transferido para uma unidade prisional comum.

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O relatório assinado pelo então comandante do 8º Batalhão, tentente-coronel Nelson Henrique Coelho, foi escrito a pedido do juiz João Marcos Buch, da 3ª Vara Criminal de Joinville. Ele detalha o espaço onde Mota está preso e afirma que somente a guarda e pessoas autorizadas podem entrar no local. Afirma também que a casa antes era usada pelo setor de inteligência da PM.

Em entrevista à RBS TV, o promotor que cuida do caso, Alexandre Carrinho Muniz, afirma que esse tipo de privilégio não é comum, mesmo em prisão especial:

— É uma ausência de isonomia, ausência de tratamento igual. Nós precisaríamos, então, que todos os presos provisórios dispusessem dos mesmos recursos.

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Em nota, o Comando-Geral da PM afirmou que nenhum quartel de Santa Catarina possui celas para acomodar presos, mas sempre atendeu às demandas impostas pela Justiça. Afirmou também que o tratamento dado a Mota é o mesmo de outros presos militares, e que o pedido para cumprimento da pena no quartel partiu da defesa do réu, e não da corporação.

Por telefone, o advogado de Luis Mota Brentano disse à reportagem da RBS TV que seu cliente não possui qualquer privilégio na prisão.

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