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Operação Smuggler06/07/2016 | 13h43

Alvos de operação da PF em Balneário Camboriú vendiam mercadorias ilegais pela internet

Sites eram usados para negociar produtos que seguiam com notas falsas

Alvos de operação da PF em Balneário Camboriú vendiam mercadorias ilegais pela internet Luiz Carlos Souza/Especial
Foto: Luiz Carlos Souza / Especial

A organização criminosa alvo da operação Smuggler, deflagrada na manhã desta quarta feira pela Polícia Federal e a Receita Federal de Itajaí, tinha Balneário Camboriú como base para a distribuição de mercadorias ilegais trazidas do Paraguai. Além de lojas em Blumenau e Brusque,a polícia descobriu que a quadrilha vinha negociando através de sites de compras na internet. Em alguns casos, usando notas falsas para ¿esquentar¿ a mercadoria ilegal.

_ São donos de bancas em Balneário Camboriú, organizados em uma associação criminosa _ explica o delegado Maurício Todeschini.

As investigações começaram há três anos, após seguidas apreensões da Receita Federal no maior camelódromo de Balneário Camboriú. A fiscalização percebeu que havia algo além do simples descaminho de mercadorias, e alertou a Polícia Federal. 

A apuração levou à descoberta de um esquema criminoso estruturado, com lideranças definidas, que usava carros com batedores e ¿mulas¿ para trazer produtos ilegais do Paraguai. Os responsáveis por trazer as encomendas eram recrutados em boa parte do Estado, de Itajaí a Joinville.

Chamou a atenção da polícia a incoerência entre o que era declarado pelos empresários e o estilo de vida que mantêm. Alguns deles são donos de pequenas construtoras em Camboriú e Balneário Camboriú, e as suspeitas são de que essas empresas sejam utilizadas para lavagem de dinheiro movimentado pela organização.

Apreensões

Nesta manhã foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão em cinco boxes do camelódromo de Balneário, uma loja em Blumenau, uma em Brusque, e em casas de suspeitos. Entre as mercadorias apreendidas estão eletrônicos, celulares e cosméticos, avaliados em cerca de R$ 310 mil. Também foram encontrados R$ 10 mil escondidos no banheiro de uma casa, e uma arma calibre 380.

A Justiça determinou ainda sequestro de bens (três boxes nocamelódromo de Balneário, quatro terrenos e carros) e bloqueio de quatro contas bancárias. Notebooks, documentos e celulares recolhidos com os 14 suspeitos levados à delegacia da Polícia Federal em Itajaí para depor passarão por perícia, que poderá elucidar detalhes do suposto esquema.

A Receita ainda não sabe qual o volume de arrecadação que deixou de chegar aos cofres públicos por atuação da organização. Mas já sabe que se trata de um valor considerável: de acordo com as investigações, a quadrilha atua em Santa Catarina desde a década de 1990.


 
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