Apreensão de R$ 509 mil falsos em Florianópolis foi a terceira maior do Brasil, diz PF - Segurança - O Sol Diário

Operação Money Inbox18/08/2016 | 12h37Atualizada em 18/08/2016 | 15h48

Apreensão de R$ 509 mil falsos em Florianópolis foi a terceira maior do Brasil, diz PF

Os dois fabricavam as notas e as enviavam pelos Correios para destinatários em cinco Estados brasileiros

Apreensão de R$ 509 mil falsos em Florianópolis foi a terceira maior do Brasil, diz PF ¿?nderson Silva / Agência RBS/Agência RBS
Produtos apreendidos na casa da mãe e do filho Foto: ¿?nderson Silva / Agência RBS / Agência RBS

A apreensão de R$ 509 mil em dinheiro falso ocorrida em Florianópolis nesta quarta-feira foi a terceira maior já registrada no Brasil. A mãe e filho presos na operação Money Inbox, sob a suspeita de falsificação de dinheiro, faziam parte de uma quadrilha, segundo a Polícia Federal (PF).

Os dois foram detidos depois de 10 dias de acompanhamento dos agentes a partir de uma parceria com os Correios. A PF não revelou o local onde eles moravam e se limitou a dizer que eles residiam "nas proximidades" da superintendência da PF em Florianópolis, que fica no Beira-Mar Norte, no Bairro Agronômica.

Mãe e filho são presos em operação contra produção de dinheiro falso

A mulher tem 57 anos e é servidora pública aposentada, enquanto o jovem de 18 anos cursava faculdade. Segundo o delegado Regional de investigação do Crime Organizado, Fernando Caieron, durante o período de investigação, a mãe foi diversas vezes a agências dos Correios para fazer envios, mas não é possível dizer os valores e nem os destinatários.

Na tarde de quarta, ela tinha ido a uma agência na Agronômica. Ao sair, foi abordada pelos policiais. Nos Correios, a caixa que ela havia deixado tinha R$ 30 mil. Com o valor encontrado na casa, o total apreendido subiu para R$ 509 mil. Também foram apreendidas máquinas para a impressão do dinheiro e uma lixa, que servia para tornar as cédulas mais ásperas com a intenção de deixá-las mais parecidas com o dinheiro real.

— A nota apresentava condições de ser considerada verdadeira e iludir comerciantes. Elas são muito usadas em eventos como shows e festas, onde há grande aglomeração de pessoas — explica o delegado.

Caieron diz que foram identificados envios para outros cinco Estado brasileiros: Rio Grande do Sul, São Paulo, Goiás, Bahia e Pernambuco. No entanto, as investigações ainda não avançaram para saber quem recebia os valores.

— Assim como ela (mulher presa) usava nomes falsos para enviar os valores, os destinatários também faziam o mesmo — afirmou o delegado.

As investigações agora seguem para identificar os destinos dos valores. Uma das formas para se chegar a essa informação, conforme Caieron, é cruzar os números de série das notas usados pela mãe e filho com as notas falsas apreendidas em outras partes do Brasil.

Em depoimento, mãe e filho não quiseram falar. Eles vão responder ao crime de moeda falsa, com pena prevista de três a 12 anos de prisão. Na manhã desta quinta-feira, os dois foram julgados pela audiência de custódia, em que todos os presos em flagrante são levados até 24 horas após serem presos. A Justiça Federal concedeu liberdade provisória a eles mediante pagamento de fiança de R$ 10 mil.

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